De acordo com a rede BBC, a Coreia do Norte realizou o teste de mais um míssil ainda não identificado neste sábado (29), desafiando a pressão que os Estados Unidos e a China – principal aliada de Pyongyang – tem feito para que o regime de Kim Jong-un abandone o desenvolvimento de seu programa nuclear e pare com os testes de projéteis balísticos.

No entanto, segundo as informações divulgadas pela Yonhap, principal agência de notícias da Coreia do Sul, o míssil em questão, que foi disparado logo nas primeiras horas da madrugada (no horário local) a partir de uma região situada na província de Pyeongan explodiu segundos depois do lançamento – a exemplo do que aconteceu no teste anterior

Dave Benham, porta-voz do Comando do Pacífico dos #EUA, acrescentou que o lançamento ocorreu perto do aeroporto de Pukchang, localizado ao norte da capital norte-coreana, e não representou nenhuma ameaça para a América do Norte.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou sua conta no Twitter para condenar o novo teste, e declarou: "A #Coreia do Norte desrespeitou os desejos da China e do seu respeitado presidente quando lançou, embora sem êxito, um míssil hoje. Mau! ".

Confirmando o que foi escrito na rede de microblog pelo presidente dos Estados Unidos, militares americanos disseram que o projétil sequer foi capaz de deixar o território norte-coreano.

Aumento da tensão na Península Coreana

O novo teste de míssil balístico realizado pela Coreia do Norte aconteceu apenas algumas horas após Rex Tillerson, secretário de Estado norte-americano, ter declarado que o mundo todo precisa realizar um esforço conjunto para fazer com que Pyongyang abandone definitivamente seu programa atômico.

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Presidindo uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, Tillerson alertou sobre possíveis "consequências catastróficas" caso não sejam tomadas medidas urgentes contra Pyongyang, afirmando que "é apenas uma questão de tempo até que a Coreia do Norte desenvolva a capacidade de atingir o continente americano" com um míssil.

Segundo a BBC, o secretário de Estado americano acusou os membros do Conselho da ONU de não aplicarem plenamente as sanções existentes contra o regime de Kim Jong-un, e pediu em particular para que a China use sua influência na resolução da questão atômica.

Em contrapartida, a Coreia do Norte não dá sinais de que vai abandonar sua corrida armamentista, e tem insistido tanto no desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais quanto na miniaturização de ogivas nucleares que possam ser transportadas por esses projéteis. #Guerra