As Forças Armadas dos EUA anunciaram, nesta quinta-feira (13), o ataque com a maior #Bomba não-nuclear do mundo, feito no Afeganistão. Ela foi utilizada contra esconderijos em cavernas ocupadas pelo #Estado Islâmico, na província de Nangarhar, próximo da fronteira com o Paquistão.

Segundo o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, todas as medidas foram tomadas para que o ataque não atingisse civis e nem tivesse efeitos colaterais. Ainda não se sabe o grau de danos do bombardeio.

#Donald Trump disse, em um evento, que está muito orgulhoso das Forças Armadas e que o que ele faz é dar autorização ao Exército. Um soldado americano morreu em combates na província de Nangarhar, no leste do Afeganistão, no último final de semana.

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A "mãe de todas as bombas" ainda não tinha sido usada em guerras, apenas em testes da Força Aérea em 2003. O armamento foi desenvolvido para a Guerra do Iraque, em 2003.

A bomba é a MOAB GBU-43, tem um peso total de 10 toneladas e carrega mais de 8 toneladas de explosivos. Seu alcance é de 1,5 km e possui um dispositivo de GPS. O armamento não tem uma alta precisão e foi desenvolvido para "operações psicológicas". Os Estados Unidos queriam uma explosão longa para assustar as tropas de Saddam Hussein, fazendo com que os iraquianos se entregassem para as tropas americanas.

O nome "mãe de todas as bombas" vem da sigla MOAB - “Massive Ordnance Air Blast”, ou “munição de rajada aérea maciça”, em português - mas, também em inglês, a sigla fica 'Mother Of All Bombs'.

Se você já ficou surpreso em saber que ela é a maior bomba não-nuclear do mundo, prepare-se, pois os Estados Unidos já anunciaram que farão uma ainda maior, com 30 toneladas, e mais precisa.

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Será necessário um avião especial para fazer o lançamento.

Para não ficar atrás, a Rússia anunciou, em resposta, que tem uma bomba quatro vezes mais potente. A Aviation Thermobaric Bomb (ATBIP) ou bomba termobárica, que recebeu na linguagem militar o acrônimo FOAB – "Father of all Bombs" - em português, "pai de todas as bombas".

Ações de Trump

Nos últimos dias, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem mostrado ao mundo que está na presidência da maior potência do mundo e não tem medo de usar esse poder.

Semana passada, Trump autorizou o lançamento de 59 mísseis Tomahawk na cidade rebelde de Khan Sheikhunna, na Síria. Os mísseis foram lançados em resposta ao ataque químico, que deixou 86 mortos, dentre eles, 30 crianças, além de 160 feridos.