O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não conseguiu se focar na política americana e continua procurando problemas, ao demonstrar seu ódio contra os países árabes não aliados aos EUA ou aos seus negócios pessoais.

Na noite dessa quinta-feira, 6, o presidente dos EUA ordenou que as forças armadas americanas realizassem ataques com mísseis, contra bases aéreas da #síria. O ato se trata de uma retaliação contra um ataque com armas químicas, que teria sido realizado a mando do governo sírio, Bashar al-Assad.

Esse é o primeiro ataque direto dos Estados Unidos, desde que iniciou a guerra civil na Síria. Os demais ataques foram desencadeados por um grupo de países aliados e visavam o fim do terrorismo, embora Obama defendesse a ideia de que deveriam derrubar Bashar, para livrar o mundo do terrorismo.

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Risco de uma guerra mundial

A ousadia de #Donald Trump tem sido criticada mundialmente. Cerca de uma hora após a decisão, Trump já havia sido mencionado no Twitter, mais de 2 milhões de vezes. O presidente dos EUA ainda não fez um pronunciamento oficial para falar sobre o assunto.

As críticas contra sua decisão de atacar a Síria, realizando mais de 50 disparos de mísseis em menos de um minuto, é que Bashar al-Assad é aliado de #Vladimir Putin. Como países aliados, quando Trump ordena o ataque direto, faz com que os aliados se posicionem em alerta, podendo revidar o ataque. Tanto EUA, quanto Rússia, possuem vários países aliados através de acordos internacionais, o que desencadearia uma guerra mundial, pois várias nações se dividiriam para, de alguma forma, prestar apoio ao país aliado.

O ataque americano foi realizado, exatamente, na mesma província onde ocorreu o ataque químico na última semana, Homs, o que pode ter desencadeado a morte de mais civis.

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No ano passado, quando os EUA insistiam em invadir a Síria, Putin avisou que se assim cumprissem com a ameaça, ele iria se defender. O medo de um embate com a potência militar de Vladimir, fez com Obama aceitasse um acordo intermediado pela ONU.

A Rússia é detentora do maior exército do mundo, bem como do maior arsenal nuclear do planeta. O segundo lugar do posto tem sido dos Estados Unidos, entretanto, a China já se tornou uma ameaça para o status de poder dos militares americanos.

Segundo o Jornal Público de Portugal, Trump mandou avisos para a Síria e a Rússia e se não definir um acordo internacional sobre a atuação e interferência na guerra síria, o presidente americano pode gerar um conflito sem precedentes. Embora Vladimir Putin tenha se mostrado aberto para o diálogo, Donald não tem adotado a atitude de conversar para chegar em um acordo, mas busca tornar os EUA o país mais poderoso do mundo, de forma autoritária e calculista, conforme já apresentado durante sua campanha política.

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Políticos americanos e celebridades também demonstraram medo com a decisão dessa noite. Os americanos voltaram a sentir o medo de uma guerra, algo que já havia passado, desde que cessaram as constantes ameaças públicas do Daesh, em 2016.