Acabou a brincadeira? Parece que este é o recado que o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, quis dar à Coreia do Norte e ao mundo durante a visita, nesta segunda-feira (17), à área que divide as duas Coreias.

Neste que é um momento de máxima tensão com o país comandado pelo ditador

Kim Jung Woon, Pence foi taxativo ao anunciar que reagirá aos repetidos testes de armas da Coreia do Norte feitos de forma contínua.

No entanto, o representante dos EUA, que esteve muito próximo do território inimigo, também ressaltou mais uma vez a importância em ter Seul como parceiro para que se crie uma solução pacífica e negociada ao conflito.

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A intenção é mostrar que a paciência histórica e estratégica dos americanos está no fim e restam poucas alternativas para garantir que a península coreana fique livre de ameaças nucleares. Também é o objetivo mostrar que, caso as opções negociadas se esgotem, a nação mais poderosa do planeta está pronta a usar a via militar.

Algumas horas antes do vice americano desembarcar na região, neste domingo (16), a Coreia do Norte tentou lançar um míssil, mas ele não alcançou o objetivo, explodindo após ser disparado. Isso mostra que os testes de armas do regime de Pyongyang seguem em operação.

Não só com ações, mas também com palavras a Coreia do Norte é clara em afirmar que prosseguirá com seu programa balístico, a despeito da condenação internacional.

Foi o que o vice-ministro das Relações Exteriores Han Song-Ryol afirmou à um correspondente da BBC.

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Segundo a autoridade asiática, os lançamentos serão semanais, mensais e também anuais.

A entrevista concedida contou ainda com a declaração de que se os EUA decidirem por ações militares contra a Coreia, uma #Guerra ampla será iniciada.

Especialistas explicam que o grande temor dos EUA e de muitos países é que os testes da Coreia do Norte podem ter como objetivo central instalar uma ogiva nuclear em um míssil balístico intercontinental. Esse míssil, dizem os entendidos, poderia ter a capacidade de alcançar alvos ao redor da Terra. Se confirmados o teor e o êxito desse projeto, esse poderio seria extremamente intimidatório e mudaria totalmente a geopolítica mundial.

Os testes vem ocorrendo nos últimos anos, mesmo os Estados Unidos aplicando sanções ao país asiático de forma recorrente.

Como resposta, Trump já mandou um navio porta-aviões, além de uma equipe tática para área de península da Coreia. Os americanos e a aliada Coreia do Sul também estão posicionando um sistema de defesa antimísseis que poderia ser usado caso seja necessário.