Ao longo da história mundial, parcerias e alianças foram feitas e desfeitas muito rapidamente, sempre obedecendo o interesse vigente de cada país. Quem era considerado como amigo ou aliado, repentinamente passou a ser um inimigo mortal e assim aconteceram os conflitos, guerrilhas, 1ª e ª Guerras Mundiais, entre tantas outras narrativas de genocídio entre os povos. É exatamente isso que está vivendo a #Turquia neste momento, a qual sempre foi uma fiel subserviente dos #EUA. Tanto é assim que alguns especialistas internacionais ousam afirmar que a derrubada do caça russo SU-24 sobre espaço aéreo sírio pela Força Aérea turca em 2015, ocorreu como uma armadilha sob proteção de Washington, no sentido de desestabilizar a presença da Rússia na região.

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Justamente agora que a Turquia voltou aos namoricos, não se sabe se passageiro, com o governo do Kremlin, e está às turras com a União Europeia e faz pirraça pela falta de “compreensão” por parte dos Estados Unidos, conforme bem atesta o comportamento do presidente turco Recep Erdogan, um pelotão inteiro de soldados do Exército turco foi exterminado na região de Besta, próximo das ruínas da cidade devastada de Sirnak pelo Exército turco, no norte do Curdistão. Os autores da matança foram militantes curdos da Síria e da Turquia, que estão sendo apoiados explicitamente pelas autoridades militares norte-americanas.

Foi por isso que Ancara decidiu pelo bombardeio contínuo de todas as posições curdas estabelecidas na imensa área, muito embora os EUA tenham dito que iriam proteger os curdos sírios e até chegou a lhes enviar conselheiros militares e soldados norte-americanos para lutar lado a lado com os curdos contra os terroristas do Daesh ou EI - Estado Islâmico.

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O portal de notícias turco Şehriban revelou que exército da Turquia turco sofreu pesadas baixas durante os difíceis confrontos naquela parte do mundo; sendo que 13 soldados turcos foram martirizados e outros 24 morreram nas batalhas. Por outro lado, os curdos falam que só estão se defendendo da Turquia, uma vez que diariamente, essa mata dezenas de combatentes curdos.

As forças de coalizão norte-americanas e curdas se uniram contra um inimigo comum que é o EI e realizam patrulhas conjuntas ao longo das fronteiras da Turquia e da Síria, sendo supervisionadas pelas forças de autodefesa e o Exército turcos justamente para evitar conflitos entre ambos.

Washington vem a público dizer que tem por “objetivo desencorajar a violência entre dois dos nossos aliados mais confiáveis na luta para derrotar o EI e todas as partes da região tem que estar concentradas em como derrotar os terroristas".

O comunicado oficial da Turquia, que chegou ao Ocidente somente agora, fala que as mortes dos militares ocorreram em 25 de abril na região fronteiriça de Tourkosyriaka, próxima a cidade de Darbasiyeh no nordeste da Síria que pertence à região de Chazaka.

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O acontecimento irritou Ancara, que acredita que os EUA estão apoiando abertamente o estabelecimento do Estado Curdo na zona de fronteira entre o Iraque e a Síria. “Infelizmente, a presença da bandeira dos Estados Unidos ao lado de um símbolo da organização terrorista curda causou uma dor profunda," disse Erdogan em entrevista antes de partir em visita à Índia.

Os turcos dominaram um dia a Europa e ainda nutrem sérias pretensões em relação à “Velha Senhora”; invadem milhares de vezes ao ano os espaços aéreo e marítimo da Grécia; se meteram apoiando os separatistas albaneses na Guerra da Sérvia; cutucaram o grande urso russo debaixo dos afagos dos EUA e agora repentinamente se vêem confrontados em um jogo de xeque-mate no tabuleiro do mundo com a inversão de apoios e alianças estratégicas.

O que o poder em Ancara fará? Só o tempo dará as respostas.

Ataque da Força Aérea Turca contra as posições curdas na fronteira com o Iraque

#Conflito na Síria