Utilizando os mais recentes e mais avançados coletes balísticos, capacetes e camuflagem e óculos, a moda mais favorecida por empresas de segurança privada em todas as áreas de combate do mundo. Mas a #Malhama Tactical não é do ocidente como a maioria das outras empreiteiras. Seus homens estão em treinamento na Síria. A “Blackwater da Jihad” encontrou uma nova maneira de investimento autodenominado “Califado”.

Malhama, nomeada para o equivalente islâmico ao Armageddon, não é um enorme conglomerado militar como a Blackwater, mas tamanho não é tudo no ramo de empreiteiras militares. A empresa não pode ser responsável em meio ao turbilhão de anarquia na guerra civil da Síria, embora seja agora firmemente no alvo de inimigos poderosos.

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O pequeno grupo, de aproximadamente uma dúzia de membros principalmente da Ásia Central, foi às mídias sociais através de um entusiasta no final do ano passado, colocando anúncios no Facebook a procura de instrutores que estivessem preparados para “constantemente engajar, desenvolver e aprender”.

Além disso, as paginas da empresa no YouTube fornecem guias gratuitos que vão desde manutenção de armas, treino de emboscadas e primeiros socorros em áreas de risco.

Segundo seu líder fundador, a empresa que é ‘amigável’ de acordo com suas brochuras online. Seu líder é um uzbeque que usa o pseudônimo de Abu Rofiq, um militar de uma unidade especial russa. Embora tenha sido uma preocupação comercial, Rofiq enfatiza o aspecto religioso do seu trabalho, que significava ajudar os “muçulmanos sunitas oprimidos” militarmente, além da Síria.

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Preparando-se para um Armageddon, levou a empresa para a China, na Birmânia, de volta para as ex-repúblicas asiáticas soviéticas e para a própria Rússia.

Seus operadores também atuam como forças especiais para diferentes grupos. Em setembro de 2016, incorporaram o grupo Partido Islâmico do Turquestão para ajuda-lo a repelir um ataque do regime de Assad, no sul de Alepp. No entanto, Abu Rofiq diz que seu objetivo principal é treinar rebeldes e jihadistas em combate e não de lutar nas linhas de frente.

Tais ameaças que se acredita que trouxeram Abu Rofiq e seus homens à atenção daqueles ao redor de Vladimir Putin e Recep Erdogan. Rofiq foi alvo de um ataque aéreo em Idlib no em fevereiro de 2017, em que sua esposa e filho foram mortos. Seu próprio destino ainda não está claro. Houve relatos que ele também havia morrido, porém, seus homens insistem que ele sobreviveu.

Abu Rofiq visou oportunidades de treinamento para os rebeldes depois de ir para a Síria em 2013, começando a levar soldados experientes do Cáucaso antes de iniciar a Malhama, com uma dúzia de outros membros, no início de 2016.

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A empresa tem trabalhado com Jabhat Fateh al-Sham, o nome tomado por Jabhat al-Nursa, filial da Al-Qaeda na Síria, bem como Ahrar al-Sham, um grupo rebelde que tinha sido apoiado pela Turquia e Arábia Saudita.

O status de elite da Malhama faz sentido contra o pano de fundo da própria carreira militar de Abu Rofiq, que se mudou para a Rússia onde se juntou a unidades militares elitistas do governo russo, a tropa aérea conhecida como VDV.

Este tipo de treinamento não é barato, as rondas de RPG da Malhama em suas sessões de prática são estimadas em cerca de US$ 800 cada no mercado negro. Razão pela qual o treinamento militar para a maioria dos grupos rebeldes jihadistas na Síria tendeu a consistir pouco mais do que marcha, acrobacias e tiro de precisão. Um empreiteiro militar europeu, falou sob a condição de anonimato, reconheceu que as habilidades táticas do grupo forneceriam uma vantagem distinta no campo de batalha.

Apesar da Malhama Tactical cobrar por seus serviços, Abu Rofiq afirma não ser um mercenário. Ele diz que é a motivação do seu grupo transcende o dinheiro. “Nosso objetivo é diferente. Nós estamos lutando por uma ideia”, ou seja, “jihad contra Assad”. #Estado Islâmico