Phillip Budeikin, de 21 anos, apontado pela polícia russa como o responsável pelo jogo mortal #Baleia Azul, encontra-se na prisão de Kresty, em São Petersburgo, onde aguarda julgamento sob a acusação de ser o responsável pela morte de pelo menos 16 meninas que participaram do desafio.

Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, o rapaz diz não sentir nenhum remorso e ainda culpa as vítimas por tudo que aconteceu.

"Quem entrou no jogo queria morrer. Elas morriam felizes. Eu estava dando a elas algo que não tinham na vida real: calor, compreensão e uma conexão com algo", disse.

O acusado ainda se desfez das garotas, comparando-as com lixo e dizendo que o que tinha feito foi um favor.

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"Há pessoas e há lixo biológico. Os últimos não representam qualquer valor para a sociedade. Eu estava simplesmente limpando a sociedade dessas pessoas. É preciso distinguir pessoas normais de lixo biológico", afirmou.

Esses fatos repugnantes deveriam, em tese, repelir naturalmente qualquer espécie de simpatia que alguém pudesse vir a desenvolver pelo réu, mas o que vem acontecendo, e com frequência, é justamente o contrário.

Os policiais relatam que Phillip vem recebendo na prisão dezenas de cartas de fãs, grande parte delas são de adolescentes que se dizem apaixonadas por ele. Eles ainda relatam que não podem impedir a troca de correspondências entre o acusado e suas admiradoras, já que as jovens põem o endereço delas, com a esperança que ele responda.

Ao contrário do que se pensa, casos como esse são bastante comuns, o que não falta são exemplos disso.

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Quem não se lembra do caso do Francisco de Assis Pereira, mais conhecido como 'Maníaco do Parque'?

O estuprador e assassino confesso de pelo menos seis mulheres se tornou o campeão em recebimento de cartas no Presídio de Itaí, interior de São Paulo.

O assédio foi tão grande que ele acabou casando com uma de suas admiradoras, além de ter sido a inspiração principal do autor Gilmar Rodrigues, ao criar o livro Loucas de amor.

Outro caso mais recente envolvendo "amor bandido" foi com o vigilante Thiago Henrique Gomes da Rocha, preso sob a acusação de matar 39 pessoas no estado de Goiás, sendo a maioria mulheres.

O assédio ao serial killer é tão grande que até as advogadas do réu recebem dezenas de e-mails e mensagens de texto de mulheres perguntando o que podem fazer para conhecer o assassino pessoalmente.

Diante disso, uma pergunta não quer calar: por qu isso acontece?

Segundo psicólogos e especialistas forenses, uma das razões para isso acontecer é a adrenalina de se ver envolvida com alguém capaz de tudo, além de uma baixa autoestima, que as leva a uma espécie de "cegueira emocional". Essa cegueira as leva a acreditar que possuem "superpoderes" e que serão capazes de mudar o perfil do assassino. #Casos de polícia