Um caso ocorrido em outubro de 2014 ganhou novamente os noticiários com a suspeita de que a polícia teria atuado de forma negligente. Marcus Peter Volke, de 27 anos, que trabalhava como cozinheiro em navios de cruzeiro, matou sua esposa, a indonésia Mayang Prasetyo, também de 27 anos, em Brisbane, na Austrália.

Depois de assassinar a moça, ele desmembrou seu corpo e tentou cozinhar as partes com água fervente. Quando a polícia chegou em seu apartamento, alertada pelo mal cheiro que vinha do local, Marcus conseguiu se desvencilhar dos agentes enquanto revistavam o lugar e pular pela janela, escondendo-se em uma lixeira industrial próxima e então se suicidando.

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O julgamento teve início na segunda-feira (15), quando as evidências começaram a ser apresentadas ao juiz, que deverá determinar quando, como e quais os motivos que levaram à morte de Prasetyo. O magistrado ouvirá também a respeito da ação da polícia, para julgar se ouve negligência na atuação dos agentes.

Mayang Prasetyo era uma transexual que trabalhava como acompanhante de luxo para enviar dinheiro à família na Indonésia e bancar a educação de suas irmãs. Ela se casou com Volke em agosto de 2013, em Copenhagen, sem o conhecimento da família do noivo. Ambos viajaram pela Ásia e pela Europa, oferecendo seus serviços como acompanhantes.

O #assassinato teria ocorrido depois de uma discussão do casal, e Prasetyo ameaçou contar à família de Volke sobre sua "vida dupla" e que ele era um gigolô.

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Os vizinhos contaram ter escutado a mulher gritar dois dias antes de ser morta, levando a polícia a tratar o crime como #Violência doméstica.

Marcus Volke foi descoberto porque, ao ferver partes do corpo da vítima em um fogão elétrico, a água teria transbordado da grande panela e provocado um curto circuito no apartamento. Ele então ligou para um eletricista, Brad Coyne, que, ao chegar na residência, sentiu uma cheiro pútrido, o qual Volke explicou ser do porco que ele estaria cozinhando. Coyne, no entanto, desconfiou do que tivesse acontecido ao ver sacos pretos de lixo espalhados no local, garrafas de produtos químicos e luvas de plástico.

Saindo do prédio, o eletricista avisou ao zelador que algo estranho havia se passado e a polícia foi então chamada. Os policiais disseram que, a princípio, Volke se mostrou cooperativo e, quando pediram para averiguar o apartamento, ele disse que precisava prender os cachorros primeiro e escapou. Os agentes pediram auxílio para procurar pelo fugitivo e, enquanto aguardavam, atentaram-se para a grande panela em cima do fogão. Ao abrir a tampa, encontraram o pé de Prasetyo, além de uma grande poça de sangue na base da geladeira. #Casos de polícia