Não é a primeira vez que se ouve falar de uma oferta para povoar algum lugarejo no interior de países da Europa. Com a necessidade de buscar oportunidades de estudo e trabalho nas grandes cidades, pequenos locais do interior vêem sua população encolher e se resumir aos idosos.

Este é o caso de Bormida, que se localiza na região da Ligúria, norte da #Itália, a cerca de 100 quilômetros da fronteira com a França.

Com 394 habitantes apenas, Bormida sofre com o mesmo problema de tantos outros vilarejos e o prefeito Danele Galliano pretende mudar a situação, oferecendo 2 mil euros (mais ou menos 7 mil reais), a quem se dispuser a morar na cidade.

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A oferta é ainda mais tentadora, quando Danele Galliano acena com as possibilidades de moradia. Uma casa de três dormitórios custaria por mês somente 50 euros (175 reais). Mas de acordo com o prefeito, haverá regras para os inscritos serem aceitos. Ele esclarece que as moradias são de propriedade do município e que estarão prontas dentro de dois meses.

A notícia foi divulgada em alguns jornais locais e também no Facebook, onde "choveram" comentários. Cauteloso, Galliano esclareceu que a ideia ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Municipal, que deverá definir "todos os passos para que seja executável". Além disso, não foram ditas quais seriam as "regras" mencionadas na publicação, mesmo assim, a proposta já conta com mais de 150 interessados, moradores de outras cidades italianas e de países como Espanha, Estados Unidos, Irlanda e Inglaterra.

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O que o prefeito Galliano pretende, é evitar que Bormida se transforme em uma "cidade fantasma" e, embora surpreendente, sua proposta não é nada original.

Desde 2014, Gangi, na Sicília, tenta adquirir novos habitantes, oferecendo casas inicialmente por 1 euro e, atualmente, sem custo algum. A necessidade neste caso é restaurar casas que foram abandonadas pela debandada da população no pós-guerra e assim, reconstruir a cidade, que hoje conta com 7 mil habitantes.

Para morar em Gangi, é necessário depositar 5 mil euros junto à prefeitura, o que seria a garantia de que a casa escolhida será reformada. Este valor, cerca de 17 mil reais, será devolvido após o término da obra, que deve manter as características originais do imóvel. A iniciativa é considerada um sucesso, pois mais de 100 imóveis já foram negociados, alguns para serem transformados em pequenos hotéis, outros para famílias que aproveitam como opção para os fins-de-semana. Com uma considerável lista de espera de candidatos para as cerca de 200 casas restantes, o prefeito Giuseppe Ferrarello comemora a possibilidade de escolher os próximos moradores. #Imigração