Aos 39 anos de idade, o mais jovem presidente da história da França, Emmanuel Macron venceu as #Eleições contra Marine Le Pen, candidata de extrema direita nacionalista, que defendia a saída do país da #União Europeia.

Para reforçar sua posição quanto à manutenção do país na zona do euro, Macron subiu ao palanque para o discurso da vitória ao som do hino da União Europeia, a Nona Sinfonia de Beethoven, ao invés do hino francês.

No discurso, Macron confirmou o compromisso de manter a #França "no seu lugar, que é o centro da Europa", sinalizando aos outros países do bloco que podem ficar tranquilos, pois a França, sob seu comando, permanecerá.

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Numa referência direta ao discurso separatista de sua adversária, Macron declarou que a "melhor maneira de combater a tentação dos votos nos extremos é combater a desigualdade!" e disse ainda: "minha responsabilidade é unir todos os homens e todas as mulheres da França".

Macron, que foi ministro da Economia de Fraçois Hollande, recebeu os cumprimentos do presidente, que disse considerar que esta vitória confirma que os franceses querem se unir, tanto em torno dos valores do país, quanto da Europa.

O presidente Michel Temer também se manifestou e, através do Twitter, afirmou que as relações do Brasil com a França ficarão melhores e que os dois países "continuarão a trabalhar juntos em favor da democracia, dos direitos humanos, do desenvolvimento, da integração e da paz".

Obviamente, o presidente norte-americano Donald Trump, identificado com Marine Le Pen, cumprimentou o vencedor com uma mensagem curta, declarando que espera trabalhar com Macron.

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Na Alemanha, país cuja população é 70% a favor da UE, a vitória foi comemorada com alívio. O porta-voz da chanceler alemã Angela Merkel disse que o resultado da eleição francesa "é a vitória para uma Europa unida".

Não apenas líderes europeus têm motivos para comemorar, para os imigrantes a vitória de Macron tem um significado fundamental, considerando o firme propósito contrário a eles por parte de Le Pen.

Como não poderia deixar de referir uma das maiores preocupações da população, Macron também falou no combate ao terrorismo, enfatizando que durante seu mandato terá "a responsabilidade de apaziguar medos e promover o otimismo".

Apesar da derrota, Marine Le Pen se consolida como uma força política importante. Tendo chegado à disputa do segundo turno das eleições, a nacionalista deve continuar à frente de seu partido e não se deixará esquecer. Ao reconhecer a derrota, Marine declarou que a Frente Nacional, partido que herdou do pai, conquistou um resultado histórico nas urnas.