A Coreia do Norte detonou deliberadamente um míssil durante seu teste no fim de semana, porque o foguete estava indo para a Rússia.

Pyongyang testou uma arma balística no sábado, apesar dos avisos dos EUA de que a incapacidade de conter seus testes nucleares poderia levar a “consequências catastróficas”.

No sábado, o Japão informou que míssil viajou 30 milhas antes de cair em uma parte dentro do território da #Coreia do Norte. Desde então tem sido alegado que os funcionários de Kim Jong-Um explodiram deliberadamente o dispositivo KN-17 pouco depois de seu lançamento, temendo que estivesse sido disparado para a Rússia por acidente.

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Segundo o diário sul-coreano SE Daily, o míssil balístico teria atingido um “porto ou território russo” se não tivesse falhado. “É por esta razão que a Coreia do Norte destruiu o míssil intencionalmente”, diz o site.

Uma fonte citada dizendo que o alvo de lançamento era “diferente da direção anterior” e que “no ano passado, disparávamos 89-90 graus para o leste, e o projétil caiu no Mar do Leste. Mas o ângulo foi de 49 graus”.

O teste vem dias depois que Vladimir Putin enviou tropas e equipamentos para a fronteira da Rússia com a Coreia do Norte, reforçando sua fronteira de 11 milhas entre os países. O presidente russo receia um enorme êxodo de refugiados norte-coreanos, caso o presidente Donald Trump lance uma ação militar contra Pyongyang.

O desdobramento ocorreu, também, dias depois que China enviou 150 mil soldados para sua fronteira sul para lidar com a fuga dos norte coreanos à Pequim, caso a guerra se inicie na fronteira.

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O líder russo de defesa e segurança, Victor Ozerov, teria dito que suas defesas aéreas em seus territórios orientais haviam sido colocadas em alerta máximo. Disse que “a defesa aérea da Federação Russa no Extremo Oriente foi colocada em alerta máximo. Nós controlamos o espaço aéreo na zona de responsabilidade das forças aéreas russas”.

Analistas dizem que o KN-17 é um novo míssil tipo Scud, desenvolvido pela Coreia do Norte. O país disparou o mesmo tipo de mísseis no dia 16 de abril, após um desfile militar, quando mostrou seu arsenal de mísseis em expansão, porém foi um fracasso.

Anteriormente, no dia 5 de abril, outro teste de míssil pelo país foi identificado pelos oficiais norte-americanos como uma variante Scud, também poderia ter sido um NK-17.

Em meio a estas tensões a Coreia do Norte acusou os EUA de pressionar a península coreana a beira da guerra nuclear depois que um par de bombardeiros supersônicos B-1B Lancer norte americanos voaram estrategicamente em manobras junto com as forças sul-coreanas e japonesas, demonstrando sua força.

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Esses dois bombardeiros sobrevoaram no dia em que Donald Trump disse que ficaria “honrado” em conhecer o líder norte-coreano Kim Jong-Um em circunstâncias certas, e no dia que o diretor da CIA desembarcou na Coreia do Sul para um encontro oficial.

O porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano, Moon Sang-Gyun, disse em Seul que a ação conjunta foi conduzida para impedir as provocações do norte.

Enquanto isso, o sistema militar de defesa anti-mísseis THAAD, dos EUA, chegou a iniciar sua operação na Coreia do Sul, embora tenham advertido que não estaria totalmente operacional por alguns meses. Este sistema tem sido denunciado pela China, através do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, que manifesta sua oposição, pois seu poderoso radar pode alcançar o território chinês.

"Vamos tomar resolutamente as medidas necessárias para defender os nossos interesses", disse Geng. #Russia #teste nuclear