De acordo com a agência Reuters, a Coreia do Norte realizou mais um teste de míssil balístico, lançando-o a partir de uma região situada próxima à costa oeste do país. Oficiais sul-coreanos afirmaram que o foguete partiu de Kusong, cidade conhecida por abrigar um importante complexo de indústrias militares.

Japão condena novo teste

O #Japão confirmou que o foguete balístico viajou por cerca de 700 quilômetros e caiu no mar depois de viajar por trinta minutos, em um local situado entre o leste da #Coreia do Norte e o território japonês.

O ministro de Estado Yoshihide Suga, que dirige a Secretaria Geral do Gabinete do governo do Japão, emitiu um protesto contra o novo teste realizado pela Coreia do Norte e afirmou que o ato é uma violação de resoluções impostas pela ONU ao país.

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O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, repetiu a declaração de Suga a repórteres, acrescentando que os disparos de mísseis realizados por Pyongyang representam "uma grave ameaça" para a nação nipônica. Abe disse ainda que, em função das ações bélicas norte-coreanas, Tóquio irá permanecer em contato direto com os Estados Unidos e a Coreia do Sul, seus aliados mais importantes na Ásia.

Tentativas de diálogo

Segundo a Reuters, Moon Jae-in, novo presidente eleito da Coreia do Sul, adota a filosofia "liberal" (ideologia política voltada para o igualitarismo e a liberdade individual) e convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional de seu país devido ao novo teste de míssil realizado por Pyongyang.

Para Jae-in, que tomou posse na última quarta-feira (10), o diálogo e as pressões diplomáticas devem ser usados para aliviar as tensões na Península Coreana, de modo que seja possível arquitetar um acordo que acabe com os programas de desenvolvimento de mísseis e de armas atômicas da Coreia do Norte.

Apesar de ter realizado mais um teste de lançamento de um projétil balístico, até mesmo Pyongyang dá sinais de que pode estabelecer uma linha de comunicação.

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De acordo com a Yonhap – maior agência de notícias sul-coreana – a diretora-geral do departamento de relações exteriores da Coreia do Norte afirmou em visita à China que seu país pode manter conversações com os Estados Unidos, caso existam "condições apropriadas".

A diplomata do país, entretanto, não especificou qual seria essa conjuntura que poderia levar a um diálogo entre Donald Trump e Kim Jong-un. #EUA