De acordo com a agência Reuters, nesta segunda-feira (1) Donald Trump afirmou em entrevista à Bloomberg News que está disposto a conhecer Kim Jong-Un, líder supremo da Coreia do Norte, e que se sentiria honrado pelo encontro. No entanto, o presidente dos Estados Unidos ressaltou que só concordaria em realizar a conferência "sob as circunstâncias certas".

Contudo, Trump não especificou quais seriam essas circunstâncias ideais, e não disse quando tal encontro poderia de fato acontecer. Adicionalmente, Sean Spicer, porta-voz da Casa Branca, afirmou publicamente que precisariam ser esclarecidas muitas condições antes que uma reunião entre os dois líderes pudesse ocorrer, e acrescentou que essas exigências "claramente" não existem agora

Em contraponto, outros membros da alta cúpula governamental dos Estados Unidos têm feito declarações mais duras contra Pyongyang, como por exemplo, Rex Tillerson, secretário de Estado Americano, que disse perante o Conselho de Segurança da ONU que Washington não vai negociar com a #Coreia do Norte.

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Reforço do poderio nuclear norte-coreano

Segundo a Reuters, também nesta segunda-feira (1) o governo da Coreia do Norte fez outra declaração belicosa em resposta ao que o regime de Kim Jong-Un chama de comportamento "agressivo e histérico" dos Estados Unidos. A assertiva foi tornada pública através de um comunicado divulgado pela rede estatal de notícias do país, conhecida mundialmente pela sigla KCNA (Korean Central News Agency, ou Agência Central Coreana de Notícias).

Na declaração, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano afirmou que Pyongyang adotou uma nova política de "pressão máxima e engajamento", que visa impulsionar a força nuclear da Coreia do Norte "ao máximo" de modo "consecutivo e sucessivo"

O país já realizou cinco testes atômicos subterrâneos com sucesso, sendo que o último, ocorrido em nove de setembro de 2016, foi o mais poderoso de todos, e chegou a provocar um terremoto artificial de magnitude 5.3 – fato que evidencia a evolução do programa nuclear do regime ditatorial.

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Além disso, Pyongyang também tem feito testes de mísseis a uma taxa nunca vista antes, e acredita-se que seja apenas uma questão de tempo até que a Coreia do Norte tenha em mãos projéteis balísticos intercontinentais – mísseis capazes de transportar ogivas nucleares e de percorrer distâncias de dezenas de milhares de quilômetros, colocando, por exemplo, o território continental dos Estados Unidos sob o alcance de um ataque. #Guerra #EUA