O jornal português “Público” volta a publicar, nesta segunda-feira (1), nova reportagem sobre a Cáritas Diocesana de Lisboa, que é suspeita de enriquecimento. Segundo uma nova investigação do jornal, entre 2007 e 2015 a instituição de caridade conseguiu guardar em seus cofres quase 1,3 milhões de euros (R$ 4,52 milhões), valor que causa ainda mais estranheza por ter sido obtido durante uma das maiores crises econômicas e sociais que #portugal já viveu.

O jornal conta ainda que a Cáritas comprou, em setembro de 2016, uma nova loja por um valor de 320 mil euros (R$ 1,11 milhão), algo que fez sem ter sequer pedido à Câmara de Lisboa que lhe cedesse aquele espaço por um preço inferior.

Publicidade
Publicidade

Um pedido que seria legítimo uma vez que se trata de uma instituição de caridade.

Foi em fevereiro que surgiu o escândalo envolvendo à Cáritas. Alguns órgãos de imprensa noticiaram que a associação tinha no banco 2,4 milhões de euros (R$ 8,35 milhões) em dinheiro e aplicações financeiras. O presidente enviou um comunicado para os jornais dizendo que aquelas poupanças tinham como origem o trabalho das anteriores direções.

No entanto, essa nova notícia do “Público” desmente essas declarações uma vez que desses 2,4 milhões de euros, 1,3 milhão de euros foram obtidos a partir de 2006, ou seja, já no mandato do presidente José Frias Gomes.

Também no comunicado emitido em fevereiro pela Cáritas Diocesana de Lisboa é afirmado que o dinheiro depositado no banco serve para a associação recorrer no caso de uma emergência, porém, depois de uma análise das contas da instituição entre 2006 e 2015, só por uma vez, em 2010, é que foi utilizado dinheiro dessa mesma conta.

Publicidade

Isso apesar de a Cáritas se queixar regularmente de que não tem dinheiro para comprar medicamentos ou para ajudar muitos dos pobres que lhes pedem auxílio.

Entretanto, diz também o “Público”, a situação das reservas bancárias terá sido alterada. O presidente da Cáritas afirmou à revista “Sábado”, no início de abril, que o total das reservas era de apenas 1,6 milhões de euros (R$ 4,52 milhões), ou seja, 900 mil euros (R$ 3,13 milhões) a menos do que aquilo que era anunciado na imprensa.

No entanto, não foi dada qualquer justificação para essa diminuição de fundos, nem os documentos disponibilizados pela instituição dão qualquer pista sobre onde foi parar o dinheiro. Porém, a investigação do “Público” já descobriu que 320 mil euros foram para a compra da tal loja em Lisboa.

Essa é uma investigação que surge quando são várias as notícias sobre instituições de caridade que estão alegadamente burlando os portugueses. O programa “Sexta às 9”, da emissora de TV RTP, tem noticiado nas últimas semanas que mais de 40 instituições estão pedindo dinheiro ilegalmente em nome dos pobres e animais abandonados, dinheiro esse que não tem sido entregue a quem precisa.

O que você acha sobre essa notícia? Escreva a sua opinião nos comentários! #Europa #Finança