Considerado centrista, #Emmanuel Macron, de apenas 39 anos, foi eleito o novo presidente da França, derrotando a candidata Marine Le Pen no segundo turno.

Os dois candidatos tinham propostas bem diferentes no que diz respeito a temas considerados sensíveis para os franceses e para a comunidade internacional. Macron garantiu durante sua campanha manter os fixados acordos com a União Europeia e a abertura das fronteiras para a recepção dos refugiados provenientes das zonas de guerra do Oriente Médio. O novo presidente também disse que vai manter o euro como a moeda principal.

Marine Le Pen, ao contrário do candidato vencedor, chegou a declarar que trabalharia para controlar ou até impedir a entrada dos imigrantes refugiados do Oriente Médio.

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Le Pen afirmou também que buscaria um plebiscito pelo Frexit, a saída da França da União Europeia, e pela retirada do euro na França, retomando o franco como moeda principal.

O porta-voz de Angela Merkel, chanceler da Alemanha, disse que a conquista de Emmanuel Macron é uma “vitória para manter uma Europa com força e com união”.

A vitória de Macron veio com uma margem de mais de 60% nas urnas dos votos, mas alguns institutos franceses de pesquisa chegaram a garantir que ela bateu os 65%. Já Marine Le Pen atingiu apenas 33,9% e 34,5% durante a votação.

O índice de abstenção no segundo turno, de acordo com as estimativas, atingiu o nível de 25,3% e 27% e fez com que a taxa de participação em uma eleição ficasse entre as mais baixas desde o final da década de 1960.

Milhares de pessoas se concentraram nos principais locais do centro de Paris para comemorar a vitória.

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François Hollande também comemorou o fato de Macron ser o novo presidente da França.

Marine Le Pen foi derrotada nessa eleição, porém teve quantidade de votos expressiva o suficiente para mostrar o quanto o país está dividido em relação aos ideais políticos.

Com apenas 39 anos de idade, Macron se torna também o presidente mais jovem da história da França e terá pela frente grandes desafios durante os próximos cinco anos de governo, como o desemprego crescente, a crise da imigração na França e a segurança dos franceses após recentes e repetitivos atentados terroristas. Não será fácil a pressão oriunda de questões sensíveis e reivindicações de parte da sociedade francesa em temas considerados polêmicos pela mídia e pela sociedade internacional. #2017 #Eleições França