No filme “Matrix” (1999), o protagonista Neo, interpretado por Keanu Reeves, descobre que sua vida é uma ilusão projetada por computadores. Desde a primeira exibição nas telonas, a película impulsiona a imaginação de cientistas e fãs de todo o mundo, que questionam a probabilidade de vivermos em uma simulação.

Embora não existam evidências científicas para corroborar a ideia de existirmos em um universo composto de uns e zeros – números binários, dominantes no sistema computacional e tecnológico – a empresa Improbable, de Londres (Inglaterra), pretende ser a primeira a criar uma realística simulação da sociedade humana, semelhante ao filme “Matrix”.

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De acordo com o jornal britânico Daily Mail, desta sexta-feira (12), a startup, que desenvolve um complexo programa para criar mundos virtuais e simulados, celebrou hoje um novo patrocínio, de milhões de dólares, para ela dar continuidade ao enigmático software, baseado em inteligência artificial (IA) – confira a manchete:

Segundo Herman Narula, fundador da empresa, ele está mapeando cidades de todo o planeta no intuito de ajudar os funcionários da Improbable a elaborarem complexos e realísticos cenários. Em entrevista exclusiva ao Daily Mail, Narula é pragmático ao comentar sobre o polêmico projeto.

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“Nossa visão é criar maciços mundos virtuais. Basicamente, queremos construir a Matrix”, declara.

Apesar de a ideia parecer sensacionalista e longe da realidade - para a maioria das pessoas -, ele revela ter arrecadado nesta sexta-feira US$ 502 milhões (R$ 1,5 bilhão) em fundos liderados pela SoftBank, corporação multinacional japonesa de telecomunicações e internet.

Na percepção de Narula, o próximo avanço significativo na computação será o surgimento de mundos virtuais. No entendimento dele, as simulações serão usadas para ampliar a experiência humana e modificar a forma como compreendemos a realidade. O idealizador do inusitado software, destinado a simular a existência humana nos moldes do filme “Matrix”, ainda destaca receber apoio de grandes empresas, além de governos de vários países.

“Estamos trabalhando em projetos com empresas de telecomunicações, governos e outros clientes corporativos para explorar a capacidade de simulações maciças e detalhadas para conduzir melhores decisões usando dados do mundo real e esperamos conversar mais sobre isso no futuro", enfatiza Narula.

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Programa pioneiro de simulação

Atualmente, a Improbable disponibiliza online uma espécie de jogo em mundo aberto, chamado SpatialOS, onde programadores podem acrescentar cenários e outras características, e os jogadores ainda são incentivados a criarem bonecos, ambientes etc. O programa, descrito pela empresa como “um sistema operacional distribuído para simulações em grande escala”, representa um avanço nos estudos a respeito da realidade virtual simulada.

Conforme a startup, a #Tecnologia empregada no software permite a criação de simulações mais complexas do que as anteriores, além de suportar mais usuários conectados simultaneamente. Em suma, é um tipo de SimCity ultratecnológico.

Se você, caro leitor, tem interesse em participar do SpatialOS, acesse o site da empresa e divirta-se: https://improbable.io. #Curiosidades #Ciência