Após mais de 100 países serem afetados pelo ataque cibernético da última semana, usando uma arma considerada “bomba atômico de #malware”, possivelmente roubada da NSA, o Centro Europeu de Crimes Cibernéticos da Europol, conhecido como EC3, está trabalhando com os países atingidos pela fraude para controlar a ameaça.

Um comunicado oficial informou que o ataque está em um nível sem precedentes e exigirá investigação internacional complexa para identificar sua origem. O EC3 disse ainda que seu grupo é constituído por peritos em criminalidade de alta tecnologia e foi concebido para ajudar nestes casos, desempenhando um papel importante no apoio às investigações.

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O ataque bloqueou, armazenou arquivos de usuários em troca de resgate e usou código desenvolvido pela Agência Nacional de Segurança dos EUA, que foi roubado por um grupo chamado Shadow Bokers. Os membros do grupo ainda não são conhecidos, mas as investigações indicam que sua origem é russa, pois o país sofreu o maior número de ataques em menor tempo.

Além disso, o país tem sido foco de investigações de hackers nos últimos meses, com alegações norte-americanas de várias tentativas de influenciar as eleições dos EUA em 2016.

Outro grupo de espiões cibernéticos também está sob investigação, os Fancy Bears. O grupo também opera fora da Rússia e foi envolvido em diversos incidentes hackers recentes, incluindo a exposição de detalhes de atletas que utilizaram dopping nas competições internacionais.

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A Coreia do Norte está sob investigação, pois especialistas em segurança informaram que hackers estavam sendo patrocinados pelo país para roubar fundos para investir em seu programa nuclear. A empresa de segurança cibernética Kapersky Lab informou que evidências digitais levam a crer que a Coreia do Norte esteve envolvida no ataque ao Banco Central de Bangladesh e no Banco Federal de Nova York.

O co-fundador da empresa Elliptic, Tim Robinson, que trabalha com agências legislativas para controlar atividades ilegais envolvendo bitcoins, moeda online, disse ter identificado o número de endereço dos destinatários dos fundos, mas incapaz de identificá-los até agora. Disse que na tentativa de identificar os culpados, foi contabilizado cerca de US$ 20 mil pagos aos endereços.

Especialistas e funcionários ofereceram estimativas diferentes do escopo dos ataques, mas todos concordam com a grandiosidade do mesmo.

Mikko Hypponen, diretor de pesquisa da empresa de segurança cibernética F-Secure, sediada em Helsínquia, disse que foi o maior ataque online visando cobrança de resgate da história, afirmando que 130 mil sistemas foram afetados no mundo todo. Ele disse que a Rússia e a Índia foram seriamente atingidas, principalmente porque o Windows XP da Microsoft ainda é amplamente utilizado nesses países.

A polícia francesa disse que houve mais de 75 mil vítimas no mundo todo e que o número pode aumentar significativamente. #virtual #ataque cibernético