De acordo com a Associated Press, o Exército dos Estados Unidos publicou na última segunda-feira (1) a imagem final registrada no Afeganistão pela fotógrafa Hilda Clayton, militar especializada em cenas de combate, que capturou a explosão acidental de um morteiro – uma terrível casualidade que acabou resultando em sua própria morte.

A foto em questão foi publicada pelo jornal Military Review, pertencente à Army University Press, principal organização multimídia do Exército americano, que enfatizou que a imagem ilustra como as mulheres estão cada vez mais expostas a situações perigosas enquanto estão tanto em treino quanto em combate militar.

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Apesar de o periódico somente ter dado publicidade ao caso recentemente, a fatalidade envolvendo Clayton aconteceu há quase quatro anos, mais especificamente no dia 2 de julho de 2013 durante um exercício envolvendo o uso de morteiros que estava ocorrendo na província de Laghman, apoiado por instrutores do Exército dos #EUA. Além da fotógrafa, mais quatro soldados do Exército Nacional Afegão (Afghan National Army, ou ANA) morreram no #Acidente, sendo que um deles também era um retratista com quem a militar americana havia se associado para treinar habilidades em fotojornalismo.

Momento crítico da guerra no Afeganistão

A reportagem publicada no Military Review afirmou que o incidente ocorreu em um momento crítico da #Guerra, quando havia a necessidade de uma parceria "entre as forças dos EUA e do Afeganistão para estabilizar a nação afegã".

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A função de Hilda Clayton era justamente ajudar a documentar as atividades referentes a esta parceria militar.

A soldada americana tinha 22 anos de idade e nasceu na cidade de Augusta, na Geórgia. Ela era membro de uma companhia do Exército com sede em Fort Meade, Maryland, que é conhecida como Combat Camera, que possui militares que são treinados para tirar fotos e fazer vídeos em qualquer tipo de ambiente, além de acompanhar soldados para documentar as operações de combate.

Segundo a Associated Press, Gordon Van Vleet, porta-voz do quartel general onde Clayton servia, afirmou que a foto da morte da fotógrafa foi publicada com a permissão da família. No entanto os parentes da militar se recusam a dar declarações públicas sobre o acidente.

Para honrar a vida e os serviços prestados por Hilda Clayton, a companhia Combat Camera concedeu à fotógrafa um prêmio de melhor fotografia registrada em combate.