A fotógrafa americana Hilda Clayton conseguiu captar o exato instante de sua própria morte. A jovem, então com 22 anos, prestava serviço para a Defesa dos #Estados Unidos quando foi atingida por um morteiro disparado acidentalmente no #Afeganistão durante um treinamento. O caso ocorreu em meados 2013, mas somente agora, quatro anos depois, a foto, com autorização dos familiares, foi divulgada em uma reportagem feita pela revista Military Review.

O acidente ocorreu na província de Laghman, na região Leste do país, durante um treinamento com bombas reais. Também morreram na explosão morreram três soldados afegãos, sendo que um deles também era jornalista.

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Em sua homenagem, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos criou um prêmio de fotografia batizado com o nome de Hilda Clayton.

O texto publicado na revista também chamou a atenção para o fato de as mulheres estarem cada vez mais expostas aos perigos que cercam os treinamentos de combate, a exemplo do que também ocorre com os homens. O editor da Military Review Bill Darley disse que à revista Time que as imagens chegaram até ele através de um militar que serviu o exército junto com Hilda.

Recentemente foi divulgada outra imagem, feita por um dos soltados mortos, também do exato momento da explosão. Ele era um aprendiz que estava recebendo instruções de Hilda sobre técnicas de fotojornalismo.

Mais vítimas

Nesta quarta-feira (3), mais três soldados americanos foram vítimas do conflito no Afeganistão.

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O comboio das forças internacionais da Otan (Organização do Atlântico Norte) no qual eles estavam sofreu um atentado a bomba, mantando outras cinco pessoas, incluindo mulheres e crianças, e deixando 25 feridos, todos eles civis.

A explosão ocorreu por volta das 8 da manhã no horário local (1 hora da manhã horário de Brasília), no Centro da capital do país, próximo à Embaixada dos Estados Unidos. William K. Salvin, porta-voz da missão, disse que o comboio foi atacado por um homem-bomba. A área que ocorreu o atentado é de alta segurança de Cabul. O Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque.

Na semana passada, outros dois soltados americanos já haviam morrido em uma operação que tinha como alvo o líder do Estado Islâmico naquele país. Suspeita-se que eles tenham sido vítimas do chamado fogo amigo e atingidos por engano.

Segundo Jeff Davis, porta-voz do Pentágono, o Exército está investigando se os soldados foram atingidos por tropas do Afeganistão ou americanas e que, ao que tudo indica, as mortes devem ter sido mesmo acidentais. #HildaClayton