De acordo com a Reuters, nesta sexta-feira (12) um grupo de hackers usou uma ferramenta que pesquisadores acreditam ter sido criada a partir de uma variação de um código elaborado pela NSA (National Security Agency, ou Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos), conhecida como "Eternal Blue", para lançar um ataque cibernético que infectou computadores em 99 países, e que chegou a interromper as atividades do sistema de saúde do Reino Unido.

Segundo a BBC, no mês passado um grupo de hackers conhecido como The Shadow Brokers alegou ter roubado a ferramenta da NSA e tentou vendê-la em um leilão online. Entretanto, no dia oito de abril, o mesmo grupo disponibilizou o arquivo gratuitamente, e até o momento, não se sabe quem de fato perpetrou o #Ataque.

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Entretanto, o causador do problema que afeta apenas máquinas que rodam Windows é conhecido: trata-se de um ransomware, um tipo de malware (software malicioso) chamado WannaCry que criptografa (torna ilegível ou inacessível) informações guardadas em computadores e solicita pagamentos com valores variando entre US$ 300 e US$ 600 feitos através de uma moeda digital conhecida como bitcoin para que os arquivos possam ser descriptografados e voltem a estar disponíveis para o usuário.

O WannaCry se espalhou pela internet através anexos presentes em e-mails que pareciam conter ofertas de trabalho, faturas de pagamentos, avisos de brechas na segurança de softwares, entre outros. Em outras palavras, as máquinas afetadas não se infectaram sozinhas, e foram atingidas pelo problema quando os próprios usuários executaram o malware, mesmo sem ter tido essa intenção.

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Corporações atingidas principalmente na Europa

A agência Reuters revelou que pesquisadores da empresa de segurança digital Avast detectaram 57 mil infecções em 99 países, e as principais nações afetadas foram Rússia, Taiwan e Ucrânia. Contudo, os ataques mais impressionantes ocorreram no Reino Unido, onde clínicas e hospitais foram forçados a não atender pacientes por terem perdido o acesso aos computadores.

A Fedex, empresa americana de remessas expressas também foi atingida, e emitiu um comunicado onde afirmou que está tomando as medidas necessárias para que os seus serviços estejam normalizados "o mais rápido possível".

Ainda de acordo com a Reuters, Vikram Thakur, gerente de pesquisa da companhia Symantec, afirmou que poucas empresas com sede nos Estados Unidos sofreram com o ataque porque os hackers desferiram sua campanha de extorsão virtual tendo em vista corporações europeias, e quando voltaram a sua atenção para o território americano, a ameaça já havia sido detectada. #hacker