Infelizmente, algumas coisas na vida são ineficazes ou inesperadas. Nem sempre dá para saber, por exemplo, quando alguém ficará doente. Uma americana sabe muito bem disso. Aos 26 anos, ela tentava uma melhora para epilepsia, tomando um medicamento contra as convulsões que a doença pode provocar. O que ela não poderia esperar é que seu corpo ficasse sem 90% da pele e ela perdesse a visão. O caso dela foi contado pelo tabloide britânico 'Daily Mail' e repercutido nesta sexta-feira (12) pelo portal de notícias da Record TV, o R7. A jovem que passou por tudo isso é Khaliah Shaw. Ela estava fazendo um curso de pós graduação em uma universidade pública dos Estados Unidos, quando descobriu que tinha algumas doenças neurológicas.

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Para tentar evitar convulsões, os médicos prescreveram que a estudante deveria tomar um remédio, o Lamotrigine. A empresa que fabrica esse medicamento está sendo processada pelo fato da medicação ter causado todas as alterações estranhas na pele da moça. A moça não chegou a ficar trinta dias tomando a medicação, que deveria ser para o seu bem. Rapidamente, ela começou a ter erosões na pele. Manchas foram aparecendo e sua pele foi, literalmente, despedaçando. A moça chegou a ir a um hospital para tentar entender pelo que estava passando. No entanto, os médicos disseram que tudo não passava de uma forte gripe. Os dias foram passando e a dor aumentando.

A boca da americana foi se tornando um fiapo e a pele não tem mais reversão. A visão da jovem, que tinha muitos sonhos, foi, aos poucos, indo embora.

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Ela e outras pessoas que tomaram o remédio estão agora processando a empresa que criou a medicação. Ela solicita uma indenização que ultrapassa os R$ 11 milhões. Segundo ela, essa quantia seria utilizada para bancar as despesas dos profissionais de saúde. A jovem ainda revela que essa situação não foi um caso único, mas sim um erro da empresa.

"Ainda me assombra pensar em tudo o que eles fizeram comigo enquanto eu estava no hospital. Eu ainda posso ouvir as máquinas vibrando. Eu não quero acabar na unidade de queimadura nunca mais", disse Khaliah Shaw, que ainda chegou a visitar o hospital outras vezes. Em uma delas, como os médicos tinham dúvidas sobre o seu diagnóstico, acabaram isolando a moça, acreditando que ela poderia ter alguma infecção contagiosa.

Veja abaixo a foto que mostra o antes e o depois da jovem após ter a pele modificada por causa do remédio:

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