Décadas atrás, a obesidade era um problema essencialmente humano. Animais acima do peso não eram comuns; tampouco gordos suficientes para exigir algum tipo de tratamento. Contudo, devido à correria do dia a dia, o consumo de mantimentos gordurosos, de rápido preparo e acesso, tende a dominar as dietas familiares.

Agora, além de uma legião de obesos sedentários, animais silvestres, cujos alimentos eram obtidos na natureza, também se tornaram vítimas dos maus hábitos alimentares.

Um exemplo, que tem repercutido em jornais dos Estados Unidos, Inglaterra e Índia, é o caso do macaco “pançudo” de Bangkok (Tailândia), apelidado pelos habitantes de ‘Tio Fat (gordo).

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Com 26 quilos e uma barriga ‘monstruosa’, o primata, que vive na rua e come restos deixados pelos turistas, impressiona populares e estampa as manchetes de conceituados periódicos internacionais. Veja abaixo.

Preocupados com a possibilidade dele morrer em decorrência da condição física apresentada, autoridades resolveram tirá-lo das ruas para tratá-lo à base de uma dieta composta por proteínas, frutas e legumes.

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De acordo com o India Today, naquele país é comum observar macacos transitando livremente pelas ruas. Porém, gordos como o Tio Fat, não.

Enquanto os animais da mesma espécie pesam em torno de 9 kg, o primata comilão, que aprecia uma boa dose de refrigerante, extrapola essa média em vários quilos, como relatado no início da matéria.

Todavia, a culpa não é dele, mas sim dos turistas, que alimentam o Tio Fat com comidas impróprias à dieta natural dessa espécie.

Líder de uma tribo que vagava pelas regiões da capital tailandesa, ele era acostumado a mandar os subordinados procurarem alimentos de sua preferência.

Depois, dividia o que sobrava com os mais jovens, segundo informa Supakarn Kaewchot, veterinária responsável pela reeducação alimentar de Tio Fat.

“Ele está agora em uma condição crítica onde há um alto risco de doenças cardíacas e diabetes”, confidencia ao India Today.

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Embora a idade do primata seja desconhecida, pesquisadores estimam que ele tenha entre 10 e 15 anos. Atualmente, 400 gramas de proteína magra – alimentos com poucas calorias -, frutas e legumes duas vezes por dia, são suas únicas refeições.

A veterinária está confiante de que em pouco tempo o ‘chefão da tribo’ possa voltar à vida selvagem, dessa vez, com saudáveis hábitos alimentícios.

Entretanto, argumenta a necessidade das pessoas evitarem fornecer comidas prejudiciais à saúde desses bichos.

“Por favor não [deem] comida que as pessoas gostam de comer como lanches e refrigerantes, é muito ruim para sua saúde e o problema é inteiramente feito pelo homem", frisa Supakarn.

#Mídia #Curiosidades #Viral