O ministro das Comunicações da Malásia, Johani Gilani, deixou muita gente de cabelo em pé ao comunicar sobre as leis de mídia que quer implementar no país. Para ele, ações jurídicas podem e devem ser utilizadas para punir aqueles que publicam ou compartilham em grupos online notícias falsas ou que exponham e ofendam as pessoas.

Segundo informou o jornal local "Berita Harian", aqueles que utilizam aplicativos como Whatsapp para disseminar notícias enganosas e preconceituosas podem, a partir de agora, ser presos.

De acordo com o ato das Comunicações e Multimídia da Malásia, "é terminantemente proibida à propagação de informações falsas e/ou de cunho difamatório, assim como incitação, fraude e divulgação de segredos oficiais."

Johani Gilani defende que os administradores de grupos online têm a obrigação de filtrar as notícias que serão compartilhadas e barrar aquelas consideradas ilegais.

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Para ele, esse processo ajudaria em investigações contra o crime midiático. Já aqueles que não contribuem podem ser punidos dentro dos rigores da lei por fomentar a divulgação de informações enganosas.

O alerta seria para conscientizar as pessoas sobre os riscos e consequências de divulgar notícias falsas, que têm alcance ilimitado e podem se espalhar rapidamente pela #Internet. De fato, esse tipo de notícia vem se multiplicando em todo o mundo por meio de aplicativos e redes sociais.

Vale lembrar que em julho do ano passado autoridades do país acusaram um homem de 76 anos por compartilhar uma foto que insultava o primeiro-ministro do país, Najib Razak, em um grupo no aplicativo.

Será que os administradores de grupos têm como ser responsabilizado por todas as publicações e compartilhamentos? Muitas vezes, eles são apenas usuários que criaram o grupo ou foram até mesmo adicionados por outro administrador para ser mediador e poder adicionar novos membros.

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Além do mais, é extremamente inviável monitorar um grupo em que milhares de membros compartilham milhares de informações.

Imagina se a moda pega no Brasil? #noticias falsas