Muitas pessoas ultimamente têm se questionado se realmente o mundo ruma para uma 3ª Guerra Mundial, que poderá aniquilar por completo a vida humana na superfície da Terra, muito em função da corrida armamentista desenvolvida pelas potências nucleares, pelos conflitos no Oriente Médio e a crise sem fim na Península Coreana. Mesmo que a derradeira 3ª Guerra Mundial não aconteça, o que será muito bom para todos, os analistas se questionam sobre quais países têm recuado ou não no confronto de demonstração de poder e influência em várias frentes no cenário mundial. Há divergências de opiniões sobre o tema, mas até agora nenhum conflito bélico em curso colocou as forças armadas dos #EUA e da Rússia em confronto direto uma contra a outra.

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Nem mesmo o ataque na Síria há poucas semanas com mísseis Tomahawk norte-americanos vitimaram soldados da Rússia, uma vez que esta última, conforme noticiário internacional, foi avisada previamente sobre a ação de Washington.

Todavia, pelo que tudo indica, novamente o “fator Coreia do Norte”, apresenta grande chance no desequilíbrio das relações de tolerância entre as duas nações mais poderosas do mundo. De acordo com explicação de Konstantin Kosachev, chefe do Comitê Internacional do Senado da Rússia, tramita neste momento um projeto de lei nos Estados Unidos, visando a administração dos portos do que restou do império soviético no Extremo Oriente por forças militares dos EUA, o que é algo totalmente inconcebível para os russos.

O processo segundo a ótica dos norte-americanos é muito simples, pois os EUA querem assumir o controle dos portos russos como o de Vanino, Nakhodka e Vladivostok, sob o pretexto de cumprir as sanções estabelecidas justamente contra a #Coreia do Norte.

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Na realidade, o projeto de lei foi aceito na Câmara dos Representantes do Congresso dos EUA na última quinta-feira, dia 4 de maio.

Por outro lado, o mesmo Kosachev apressa-se em dizer que espera que esse projeto jamais venha a ser efetivado na prática, pois caso isso aconteça, haverá o uso da força bruta no seu cumprimento, com a vistoria de toda e qualquer embarcação por navios militares com a bandeira norte-americana. “Este tipo de roteiro não cabe na cabeça de ninguém, porque significa uma declaração de guerra", reitera o chefe do Comitê russo.

De forma muito idêntica raciocina o vice-presidente do Comitê da Duma de Estado para a Defesa da Rússia, Andrei Krasov, mais contundente ainda ao dizer oficialmente que absolutamente nenhuma embarcação dos EUA navegará nas águas pertencentes ao território russo, uma vez que ninguém solicitou ou homologou os EUA desses poderes.

Krasov não mediu as palavras e assegurou que qualquer ação dos norte-americanos terá uma resposta similar e na mesma intensidade, ou seja, os administradores dos Estados Unidos poderão ser punidos pelos russos com uma “resposta simétrica e adequada a todas as ações hostis em relação à Rússia e aos nossos parceiros”, disse Krasov.

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Uma coisa é fato, ninguém duvida que os militares russos e os dispositivos bélicos de sua marinha possuam condições de atacar com dureza qualquer nação que se atreva a navegar em águas territoriais da Rússia sem autorização prévia. EUA ou Rússia, qual dos dois governos ganhará mais essa disputa da queda de braço diplomático-militar? #Russia