De acordo com a rede BBC e o Mail Online, Ivor Gifford, de 92 anos de idade, foi declarado culpado pela justiça do Reino Unido por ter usado uma sala de bate-papo para incitar o que ele acreditava serem meninas com idades de 11 e 12 anos a participarem de atividades de cunho sexual, mas que na verdade se tratavam de perfis falsos criados por um grupo caçadores de "predadores sexuais" chamado The Hunted One (literalmente "O Caçado" em português).

Gifford, um veterano da RAF (Royal Air Force, ou Força Aérea Real) que vivia até recentemente em Abertillery, cidade localizada em South Wales, País de Gales, chegou inclusive a marcar um encontro na estação de trem de Llanhilleth com uma das supostas garotas (às quais foram dados os nomes fictícios de Jessie e Jodie), quando foi filmado e confrontado por dois dos integrantes da equipe de vigilantes virtuais.

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Os membros do The Hunted One acionaram a polícia, e depois que foi detido Gifford declarou: "Eu espero que eu morra antes que isso acabe. Sei como minha família vai reagir".

A esposa do militar veterano faleceu aos 68 anos em 2014, e em 2015 ele começou a usar internet para procurar uma empregada. Foi então que Gifford aprendeu a entrar em salas de bate-papo, e passou a conversar com pessoas online.

O julgamento

O caso de Ivor Gifford foi levado à corte da cidade de Newport, também situada em South Wales, onde o acusado afirmou ao tribunal que acreditava que todas as pessoas que usavam o site frequentado por ele tinham mais de 18 anos.

Entretanto, o júri teve acesso às conversas mantidas por Gifford com "Jessie" e "Jodie" – que somaram mais de 100 páginas de registros – e não acreditou em sua versão.

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O promotor de justiça Owen Williams, que cuidou da parte acusatória do litígio, afirmou perante a corte que o idoso foi "persistente" em manter conversas de cunho lascivo com as meninas fictícias, mesmo após "elas" terem repetido diversas vezes que tinham 11 e 12 anos.

Williams ressaltou que Gifford descrevia atos sexuais graficamente e chegou a enviar imagens dele mesmo nu para as "garotas", além de fazer perguntas que claramente evidenciaram que ele tinha plena consciência de que estava conversando com supostas menores de 18 anos – como, por exemplo, quando indagou a uma das "meninas" se ela já havia atingido a puberdade.

Além disso, o promotor de justiça chamou a atenção da corte para o fato de que o idoso foi "um pouco mais longe" do que somente manter conversas e enviar fotos, orientado uma das "garotas" a utilizar meios de transporte para se encontrar com ele pessoalmente.

Em face de todas as provas apresentadas, e após deliberar por cerca de uma hora, o júri de Newport declarou Ivor Gifford culpado de suas ações. #Europa #Casos de polícia