De acordo com a rede BBC, nesta sexta-feira (5), o Ministério de Segurança do Estado norte-coreano emitiu uma declaração onde ameaçou lançar um ataque que classificou como "antiterrorista" contra agências de inteligência controladas por Washington e Seul, que alegadamente teriam elaborado um plano em conjunto com o intuito de assassinar Kim Jong-un através do uso de "substâncias bioquímicas".

A advertência teve como alvos a CIA (Central Intelligence Agency, ou Agência Central de Inteligência, mantida pelo governo dos Estados Unidos), que seria a responsável pela produção dos agentes químicos letais, e a NIS (National Intelligence Service, ou Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul, chamada apenas de "IS" por Pyongyang), que teria arcado com os custos da operação

A conspiração para matar Kim Jong-Un

O plano de assassinato teria começado a tomar forma em junho de 2014 quando um norte-coreano chamado Kim (cuja prisão e destino não foram revelados), que trabalhava em uma madeireira no extremo leste da Rússia, foi "corrompido e subornado" pela CIA e pela NIS, recebendo dinheiro e um transmissor via satélite – aparelho com o qual o homem entrava em contato com agentes sul-coreanos para receber instruções de como manusear agentes bioquímicos em Pyongyang.

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Segundo o Ministério do Estado da #Coreia do Norte, o desertor Kim teria recebido cinco pagamentos para colocar a conspiração em prática, sendo que dois destes abonos foram de US$ 20 mil, dois de US$ 100 mil e mais um de US$ 50 mil, respectivamente.

A morte do líder supremo da Coreia do Norte seria levada a cabo através da liberação de "substâncias bioquímicas" em eventos no Palácio do Sol de Kumsusan (prédio que abriga o mausoléu dos corpos de Kim Il-sung, fundador da Coreia do Norte, e Kim Jong-il, seu sucessor e pai de Kim Jong-un), ou em algum evento público, como em desfiles militares

Ato foi uma "declaração de guerra"

Na assertiva divulgada pelo Ministério de Segurança do Estado norte-coreano, Pyongyang disse que a ameaça à vida de seu líder atingiu uma "fase perigosa que não pode mais ser ignorada" e classificou a alegada tentativa de matar Kim Jong-un como sendo "a declaração de uma #Guerra", além de um "desafio vicioso" colocado em prática pelos americanos "histéricos" e por seus "fantoches" sul-coreanos.

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Em um dos trechos mais incisivos do texto publicado, consta uma lista onde são ressaltados três pontos-chave em que governo da Coreia do Norte cita ações que precisam ser tomadas, e que advêm diretamente da tentativa de assassinato de Kim Jong-un.

No primeiro dos três itens, pode-se ler a seguinte ameaça (em tradução livre):

"Nós investigaremos e destruiremos impiedosamente até o último dos terroristas da CIA dos #EUA, e do fantoche NIS da Coreia do Sul, que têm como alvo a dignidade da liderança suprema da Coreia do Norte"

No segundo item, Pyongyang afirma que irá lançar um "ataque antiterrorista ao estilo coreano" com o intuito de "destruir as organizações de inteligência e de conspiração dos imperialistas norte-americanos" e dos sul-coreanos, que foram chamados de "o mais horrível e brutal grupo terrorista no mundo".

Por fim, no terceiro ponto, a Coreia do Norte pede que "todos os países e povos do mundo que valorizam a justiça e a paz" lutem para acabar com os EUA e os "traidores" sul-coreanos, enfatizando que o "terrorismo" praticado pelas duas nações contra o regime de Kim Jong-un é um "inimigo comum à humanidade".

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