Um detetive inglês revelou em uma entrevista para a Sky News por que razão ele declinou o convite para liderar a investigação do caso Maddie McCann. Assim que foi contatado, ele foi alertado que sua missão seria de provar que ela foi sequestrada e ignorar todas as outras pistas. Colin Sutton disse que um amigo o chamou e o advertiu para não liderar o caso, quando a Scotland Yard o convidou em 2010. A fonte alertou que ele seria encarregado de provar que seus pais Kate e Gerry #McCann eram inocentes, ignorando quaisquer alternativas para a teoria de rapto, a única que, alegadamente, eles sempre quiseram provar.

Falando com Martin Brunt para a Sky News, Collin Sutton disse: "Eu recebi um telefonema de um oficial de polícia muito alto, que me conhecia, e disse que não seria uma boa ideia eu dirigir a #investigação com base em que eu não seria feliz conduzindo uma investigação, sendo dito onde eu poderia ir e onde eu não poderia ir, as coisas que eu poderia investigar e as coisas que eu não poderia".

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O jornalista ainda pediu para ele explicar melhor o que estava dizendo e o policial revelou claramente que a investigação da Scotland Yard teria sempre que manter o foco longe de qualquer suspeita por parte dos McCanns ou os amigos do 'Tapas Nine', ou seja Kate e Gerry, e os sete amigos com quem eles estavam jantando no dia 3 de maio de 2007, quando a menina desapareceu.

Por essas razões e por escolher sempre um trabalho isento, o policial rejeitou essa investigação. Para Sutton, certamente existiam outras possibilidades que a polícia precisava investigar, se não estivesse tão entretida em "proteger os McCann".

Dez anos depois do desaparecimento da menina inglesa, o policial analisou o caso no programa de TV e criticou a polícia portuguesa e britânica: "Se você está conduzindo uma investigação, você começa no início.

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Olhe para todas as pistas, todas as evidências, todas as declarações iniciais e certifique-se de tudo".

O documentário da Sky News, 'Searching for #Maddie", revelou detalhes de um relatório do Ministério do Interior inglês sobre o caso, encomendado pelo então ministro do Trabalho, Alan Johnson, em 2010. O relatório mostrava que o relacionamento de Gerry e Kate McCann com a polícia portuguesa estava mal e pela "natureza única do caso", os ingleses precisavam intervir nesse caso, retirando a investigação das mãos da polícia portuguesa e recomendando a colaboração da polícia com os investigadores privados contratados pelos McCann.

O governo pediu então à Scotland Yard para investigar o caso e, até agora, essa polícia especial já gastou mais de 40 milhões de reais procurando por Maddie. A menina despareceu, em 2007, um caso que continua sem solução.