Essa semana foram publicadas na revista oficial Military Review, imagens que mostram o momento exato da morte de uma fotógrafa que realizava treinamento no Afeganistão. As fotos teriam sido tiradas pela câmera da própria mulher, que acabou registrando o instante da explosão que ceifou sua própria vida. A vítima é Hilda Clayton, que na época tinha apenas 22 anos, e servia o exército americano.

Ela estava em um grupo de pelo menos cinco pessoas que foram atingidos por uma explosão na província de Laghman, no leste do Afeganistão. O fato aconteceu em 2013, mas somente agora o exército teve acesso às fotos, e autorização da família para poder publicar as imagens.

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Segundo informações do próprio exército, um morteiro acabou explodindo quando Clayton e quatro afegãos faziam um treinamento militar na região. Ela era fotógrafa, formada em artes visuais e trabalhava para as forças militares americanas. A moça estava na missão para registrar os momentos do conflito.

Uma outra imagem que também captou o momento, e era inédita até o momento, foi feita por um militar afegão que tinha aulas de #fotografia com a militar. Ela estaria ensinando ao homem técnicas de fotojornalismo no momento em que o grupo foi atingido. Ele também foi morto no incidente junto a três outros companheiros afegãos.

Passados quase cinco anos da tragédia vivida pelos familiares, os parentes decidiram divulgar as imagens para prestar agradecimento a Clayton que realizou um serviço invejável a seu país através de seu trabalho nas forças armadas.

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Nas legendas das fotos colocadas na revista, o redator disse que as imagens e a morte da jornalista e fotógrafa simbolizam como soldados do sexo feminino estão cada vez mais sendo colocados em situações de risco durante treinamento para combate. Elas muitas vezes participam de ações perigosas assim como os homens, e não são poupadas de nenhum risco.

De acordo com informações do editor da revista com conteúdo militar, Bill Darley, ele só teve acesso às fotos depois que um soldado que esteve em combate com Clayton decidiu entregá-las ao exército. Os militares exaltaram o trabalho de Clayton, e disseram que são pessoas como ela que fazem com que o país cresça em paz.

A edição afirmou que a fotógrafa não só contribuiu para registrar diversas atividades voltadas para a união entre o exército americano e os militares e populares afegãos, como assumiu o risco embutido na tarefa árdua. Ela esteve o tempo inteiro em combate, sem medo do que por ventura pudesse acontecer. Diante dos fatos, e da foto que agora se torna histórica, o Departamento de Defesa Americano homenageou a moça com a criação de um prêmio que a partir de agora levará o seu nome.

#Guerra