A campanha russa contra civis sírios e os rebeldes que são contra o regime de Assad continuou sem deixar se intimidar pelo #Ataque dos EUA, em 6 de abril, em resposta ao uso de armas químicas pelo governo no sul de Idlib. Relatos locais indicam que a Rússia usou regularmente munições incendiárias e munições bunker buster nas províncias de Idlib e Aleppo, com finalidade de infligir ataque em massa em terreno controlado pelos rebeldes após os ataques norte americanos. Os ataques aéreos russos também danificaram a infraestrutura civil local de 4 a 25 de abril, incluindo hospitais, escolas, mesquitas e centros de defesa civil na #síria. A Rússia continuamente alvejou Khan Shaykhoun, o local do ataque químico de 4 de abril, durante todo o período relatado.

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Além disso, os ativistas locais alegaram que os russos tinham como alvo um hospital e um centro de defesa civil que tratava de feridos em Khan Shaykhoun imediatamente após o ataque de gás sarin.

O uso de armas químicas é um dos muitos meios que a coalizão pró-regime tem de punir as populações e rebeldes anti-Assad no país. A Rússia é um dos principais contribuintes para a campanha do presidente Assad para atingir as zonas que tem população contra o governo, que tem uma longa história de violência contra seu próprio povo, mas a tecnologia avançada que a Rússia trouxe ao cenário permitiram que a coalizão pró-regime visasse mais precisão nos ataques.

O ataque norte-americano contra Shayrat não degradou significativamente a capacidade da coalizão Assad-Rússia-Irã de atacar forças contra o regime e civis em toda a Síria.

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A Rússia fornece maior parte do poder aéreo assimétrico da coalizão contra os rebeldes, enquanto o Irã oferece mão-de-obra de alta qualidade através do destacamento do Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos, Hezbollah e outras forças iranianas. A Rússia continuou a fornecer ao regime o poder aéreo necessário para impedir a oposição na cidade de Dera’a no sul da Síria, por exemplo, entretanto concentrou seu poder aéreo no norte da Síria contra a oposição e civis durante o mês de abril, apesar da continuação da campanha contra ISIS da coalizão.

Estes ataques aéreos apoiaram o avanço do regime nas províncias no norte de Hama e Idlib, permitindo que as forças do regime recuperassem todo o território perdido para oposição na mais recente ofensiva dos rebeldes de Hama, em 21 de março. Esta operação colocou forças do regime dentro de 13 milhas de Khan Shaykhoun no final de abril. O rápido avanço para a província de Idlib pode forçar cada vez mais a oposição aceitável pelo governo a se voltar para parceiros com maior poder de fogo, como os salafi-jihadistas, para apoio.

Estas operações contínuas da Rússia em apoio ao regime de Assad, juntamente com ataques contínuos contra civis em áreas controladas por rebeldes só irão impulsionar a instabilidade e a radicalização no conflito dentro do país. #Russia