A Turquia, a Rússia e o Irã têm sido os principais atores das negociações de paz na Síria e no Cazaquistão. Os países adotaram um memorando para criar quatro zonas de segurança dentro da #síria como uma das medidas de acabar com o conflito.

Essa política havia sido proposta anteriormente pela Rússia e pela Turquia, enquanto ambos buscavam impulsionar suas relações.

As zonas de desalinhamento foram propostas anteriormente pela Rússia, visando a separação de grupos extremistas, incluindo terroristas do Estado islâmico (IS, anteriormente ISIS / ISIL) e Jabhat al-Nusra (Frente Al-Nusra), da oposição moderada.

Idlib, controlada por grupos jihadistas, Latakia e Homs estão incluídos nas zonas de segurança, bem como partes de Aleppo, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Turquia.

Publicidade
Publicidade

Sob o memorando, qualquer conflito entre forças governamentais e oposição armada cessará dentro das zonas seguras.

Isso significa que as forças do regime podem continuar a atacar militantes dos grupos em áreas que possam estar presentes.

Embora Ancara se oponha ao governo de Assad, Moscou e Teerã oferecem apoio militar ao governo, porém os três concordaram em estabelecer quatro zonas livres de conflito que serão monitoradas por tropas internacionais.

Entretanto, parte da delegação rebelde não é signatária e saiu da reunião, enquanto o documento estava sendo assinado em Astana, capital do Cazaquistão, objetando o memorando que “violava a soberania territorial do país”.

Segundo o delegado da oposição armada da síria, Osama Abu Zaid, a oposição é contra a divisão da Síria. Segundo ele, os acordos são das partes interessadas, e a oposição não estará a favor enquanto o Irã for considerado um garantidor desta ordem.

Publicidade

Segundo ele a criação destas zonas de desalinhamento ameaçaria a integridade territorial da Síria.

Os rebeldes veem o Irã como um responsável por alimentar a natureza da guerra na Síria. Alguns representantes da oposição armada síria saíram da reunião, segundo relatos da mídia, entretanto, a maioria dos membros da delegação permaneceu na sala.

O Irã diz que esse é um passo maciço para a diminuição do conflito de longa data e derramamento de sangue na Síria.

"Apoiamos qualquer iniciativa que vise a diminuição do conflito na Síria, a prevenção do derramamento de sangue, a destruição, levando à fuga do povo sírio do seu território nativo. Apoiamos qualquer passo destinado a um cessar-fogo", disse um oficial iraniano do Ministério das Relações Exteriores.

A Turquia há muito tempo busca estas zonas de segurança, passando meses protegendo uma zona-tampão ao longo da fronteira com a Síria, na esperança de criar áreas de influência seguras, as quais os refugiados possam retornar.

O presidente turco Recep Erdogan, disse que o acordo prevê a resolução de 50% do conflito.

Publicidade

O negociador-chefe russo, Aleksandr Lavrentyev, afirmou que a Rússia está pronta para enviar seus observadores para as zonas estabelecidas e trabalhar mais estreitamente com os EUA e a Arábia Saudita na Síria.

Donald Trump fez a campanha para a criação de zonas de segurança ao longo de sua campanha, discutindo a proposta com o presidente russo antes da assinatura do memorando.

No entanto, Aleksandr Lavrentyev, lamentou a participação pobre dos EUA no estabelecimento de uma melhor cooperação.

"Infelizmente, os americanos ainda estão ignorando nossas tentativas de estabelecer uma cooperação militar mais próxima, mas vamos continuar tentando", disse ele. #Russia #Irã