Um dos nomes mais comentados nos quatros cantos do mundo e em todas as rodas sociais é o do presidente dos Estados Unidos Donald Trump. A situação remete ao ditado na língua portuguesa: “fale bem ou fale mal, mas fale de mim”.

Trump está longe de ser uma unanimidade em seu país, porém um acontecimento inusitado pode vir a surpreender, mais do que a própria vitória à Casa Branca. A revista “New Yorker” veiculada no último final de semana nos #EUA, em um dos seus artigos, afirmou claramente que existem congressistas naquele país, os quais entabulam “conversas privadas”, com o único objetivo de encontrar uma alternativa concreta de tirar #Donald Trump da Presidência dos Estados Unidos.

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Os brasileiros conhecem muito bem o que significa #Impeachment, após recente caso envolvendo Dilma Rousseff. Obviamente devem ser guardadas as devidas proporções, pois a ex-presidente do Brasil segue uma linha socialista na política, enquanto que Trump é o mais puro exemplo do capitalismo competitivo ou, como ele mesmo disse, o governo dele seria de “uma América para os americanos em primeiro lugar”.

Parece que os turbulentos 100 primeiros dias do exercício de Trump como presidente fizeram germinar conversas veladas, ou não tão disfarçadas assim, de alguns senadores e deputados norte-americanos, que não estão satisfeitos com os rumos da política, cujo teor é a mínima chance de Donald terminar seu mandato presidencial ou não, e os escândalos que acontecem na terra do “Tio Sam” em profusão só fazem piorar os burburinhos em torno do tema.

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O periódico explicou que só existem dois meios de Trump sair da presidência, que são: um processo de impeachment semelhante ao que ocorreu no ano passado no Brasil em relação à já mencionada Dilma Rousseff, ou então, através da conhecida 25ª emenda que faz parte da Constituição dos Estados Unidos, possibilitando a retirada do líder máximo do país se ele for avaliado como mentalmente inapto no exercício das funções inerentes ao posto que ocupa.

O assunto parece que é mais do que um boato sem consistência. Evan Osnos, autor do artigo da revista New Yorker, ao ser entrevistado pela rede MSNBC no programa 'The Last Word', falou que conversas repletas de perguntas, curiosidades e dúvidas sobre a sanidade mental de Trump têm explodido em diversas mesas de jantar da nação.

Enfim, o que está acontecendo na América de Trump é que muitas pessoas estão temerosas de que se ele continuar no governo, pode ocorrer uma “crise constitucional” sem precedentes na nação mais rica da Terra, o que vem sendo agravado com as investigações e especulações de que Trump mantém relações pessoais estreitas com a Rússia, a “eterna inimiga” dos EUA. Outro ponto de conflito é que pelos primeiros 100 dias de Trump na Presidência, tudo indica que ele não está nem um pouco afeito a colaborar com os congressistas norte-americanos se os seus interesses forem contrariados.

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O resumo de tudo isso é que se Trump não sofrer um impeachment, poderá ser retirado do poder, tendo na 25ª emenda de 1967, o instrumento para se realizar legalmente tal manobra. O caminho para colocar a 25ª em prática é que o vice-presidente da nação, a maior parte dos integrantes do gabinete, ou ainda um grupo independente de profissionais médicos, designados pelos congressistas, ratifiquem que o presidente não tem mais condição mental de estar à frente da Casa Branca.

Em nível de esclarecimento, se o próprio Donald Trump colocar objeção à tomada de decisão, basta que dois terços das duas Casas do Congresso concordem no sentido de tira-lo do poder.

Para piorar o cenário, já em 2017, um número superior a 53 mil profissionais especialistas no estudo da saúde mental fizeram questão de assinar uma petição, na qual se comprometem em afirmar que o presidente “manifesta uma grave enfermidade mental que o faz ser incapaz de desempenhar completamente as suas funções”.