No último 3 de maio, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan foi à cidade russa de Sochi para se encontrar com Vladimir Putin. Os líderes discutiram, entre outros assuntos, a possível aquisição turca do avançado sistema de defesa antiaéreo russo S-400. Se a compra for consolidada, a #Turquia pode ser o primeiro membro da #Otan a operar o sistema S-400. Romênia, Bulgária, Grécia e Alemanha possuem os complexos S-200 e S-300 russos.

Ao comentar as negociações, a mídia dominante do ocidente se mostrou preocupada com tal perspectiva:

"A Turquia e a Rússia estão tratando de assuntos de mísseis. A OTAN se preocupa com a amizade entre os dois países", diz um artigo do jornal The Economist no dia seguinte às negociações.

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"Num momento em que a tensão entre a OTAN e a Rússia está em sua fase mais alta desde a guerra fria, esta compra, se for realizada, será avaliada como uma desfeita. Também confirmará a impressão dos últimos anos, que Erdogan está contente com o fato da Turquia se tornar, na verdade, um membro semi-afastado da OTAN", explica ainda o artigo.

"Alguns membros da OTAN estão preocupados com a possível fuga de informações secretas para a Rússia. Porém, países como Bulgária, Grécia e Hungria já possuem estes sistemas usados pela OTAN. Isso significa que não há um problema de [integração] que muitos especialistas têm falado", disse à Sputnik o analista político e professor da Universidade de Ozyegin, em Istambul, Mesut Hakki Casin.

"Desde 1991, a cooperação russo-turca tem sido baseada na confiança, principamente do ponto de vista militar.

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De acordo com a Convenção de Montreux sobre o Regime dos Estreitos, a segurança no mar Negro está sendo controlada por estes dois países. Ainda por cima, a diplomacia russo-turca e os esforços pessoais de Putin e Erdogan desempenham um papel vital na segurança no Mediterrâneo Oriental e na resolução do conflito sangrento na Síria", disse ainda o analista.

Ele terminou seu discuro afirmando que a Aliança quer vender à Turquia 12 sistemas Patriot por U$ 300 bilhões de dólares (R$ 948 bilhões) e não quer perder, claramente, seu cliente permanente. Como a OTAN não tem vontade de diminuir o número de sistemas para instalação, então insistirá no fornecimento desses e se oporá à aquisição dos sistemas russos.