Novos protestos ocorreram durante o fim de semana em várias cidades da #Venezuela. Estima-se que mais de 200 mil pessoas tenham ido às ruas em todo o país. As manifestações foram convocadas pela oposição, que acusa o presidente Nicolás Maduro de estabelecer uma #Ditadura e exige a realização imediata de eleições.

Somente na capital Caracas, os opositores calcularam a participação de mais de 160 mil pessoas. A polícia utilizou bombas de gás lacrimogêneo contra a multidão.

O Ministério Público da Venezuela informou que um homem de 22 anos foi queimado vivo durante as manifestações. O jovem, Orlando José Figueira, foi internado com queimaduras em 80% do corpo, além de ferimentos causados por arma branca.

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O governo acusa a oposição, dizendo que a agressão ocorreu após a vítima ter sido identificada como um "chavista", ou seja, apoiador de Maduro, que assumiu o governo após a morte de Hugo Chavez, em 2013. Entretanto, a imprensa local diz que alguns manifestantes acusaram o jovem de ser um ladrão. A oposição não se pronunciou sobre o caso. Nas últimas sete semanas foram registrados 47 mortos e quase 2,2 mil detidos, somando todos os protestos.

Inflação explosiva e falta de comida

O país está em uma profunda crise econômica. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a inflação atingirá impressionantes 720% em 2017. Há escassez de alimentos e remédios, cuja distribuição é estatal. A situação é tão crítica que o governo determinou que as padarias utilizassem 90% da farinha para fabricação de pães, deixando de fabricar outros produtos, como doces e bolos.

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Alguns padeiros chegaram a ser presos por descumprir a regra e seus estabelecimentos passaram a ser "ocupados temporariamente" pelo Estado.

Maduro acusa os Estados Unidos

Além da devastação econômica, a situação política da Venezuela se agravou depois que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) assumiu as funções do Poder Legislativo, em 30 de março. Acusado de servir ao governo Maduro, o tribunal voltou atrás sob forte pressão internacional.

O governo americano resolveu intervir no conflito, e na quinta-feira (18) tomou medidas contra oito magistrados do TSJ, congelando bens que eles possam ter nos Estados Unidos. O presidente Nicolás Maduro acusa os EUA de financiar ações terroristas organizadas pela oposição com o objetivo de executar um #Golpe de Estado.

Luis Almagro, secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), defendeu que a única solução para a Venezuela é a realização de eleições gerais. Recentemente, Maduro decidiu convocar uma Assembleia Constituinte popular.