Uma das coisas mais polêmicas do mundo é o diálogo a respeito de nomes paranormais. É comum que em todas as partes do planeta alguém que acerte uma ou outra previsão ganhe notoriedade da mídia. É difícil saber ao certo se aquela pessoa realmente teve um acerto, ou então um golpe de sorte. Uma reportagem do 'CM Jornal' evidencia um estranho caso que aconteceu em Portugal. Por lá, uma mulher, identificada como Sandra Lento, de trinta e nove anos, acabou sendo condenada por ser uma falsa vidente. Sandra foi condenada pelo #Crime de fraude qualificada, que em Portugal tem o nome de 'burla'. Este crime está previsto no artigo 217 português e no Brasil é conhecido como estelionato.

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100 mil reais em troca do amor de volta, mas esse jamais voltou

A mulher, que se dizia paranormal, recebeu a condenação de um tribunal judicial da cidade de Santarém. A Justiça acabou condenando a mulher, chamada de falsa #Vidente, a mais de cinco anos de prisão. A condenação total foi por cinco anos e oito meses por ter enganado a sua cliente. A decisão judicial foi dada por um grupo de juízes. Segundo eles, a vidente enganou uma mulher da cidade de Chamusca. Na época, a cliente procurou a vidente após ter um desgosto amoroso. Ela acabou retirando de sua conta a quantia de 32 mil euros para trazer o seu amor de volta. A quantia, convertida em reais, significa cerca de cem mil reais.

Rezas e bruxaria não foram suficientes

Em troca, a vidente realizou o que seriam rezas e atos de suposta bruxaria, tentando assim fazer que o companheiro daquela sofredora voltasse para casa, o que não ocorreu.

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Como ficou sem o dinheiro e sem o marido, a cliente chegou à conclusão que a vidente era uma farsante e decidiu processá-la. A paranormal tentou um acordo e disse que devolveria o dinheiro dado para o trabalho, mas a desculpa não colou e a profissional que dizia prever e até mudar o futuro não teve qualquer atenuante em sua prisão.

Vidente não previu também que seu marido ficaria encrencado por causa dela

O marido da vidente, Filipe Pereira, também teve seus problemas com a Justiça. Ele é acusado de ajudá-la nas tramoias para enganar os clientes. Ele foi condenado a dois anos pelo crime de receptação. Filipe teve um pouco mais de sorte, já que sua pena, temporariamente, está suspensa. O crime de 'receptação' pode ser descrito no ato de receptar, em proveito próprio ou de outra pessoa, coisa que se saiba ser produto de ação criminosa, ou influenciar terceiro de boa fé a praticar o mesmo ato.