Uma matéria do The Washington Post divulgou a informação de que o ex-presidente Obama lutou contra a interferência da Rússia nas eleições americanas, e que a NSA é a CIA sabiam que os russos planejavam interferir nas eleições.

Segundo a matéria, um envelope contendo informações cruciais sobre o envolvimento do presidente Vladimir Putin nas eleições do país foi entregue a Obama.

O envelope contendo as informações da investigação das agências dizia que Putin deu instruções específicas, com o objetivo de derrotar ou danificar a candidata do partido democrático Hillary Clinton e ajudar Trump a ganhar a campanha.

O artigo ainda acrescentou que hackers com ligação entre o serviço secreto russo, invadiram e investigaram todas as informações do partido democrático, e também alguns do partido republicano.

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Em julho, o FBI abriu uma investigação de ligações entre os associados de Trump com os russos, e, no dia 22 de julho, levaram a divulgação de mais de 20.000 e-mails roubados do comitê nacional democrata no WikiLeaks.

O relatório do envelope tinha informações tão reveladores e de alto sigilo que, após a leitura do presidente, o conteúdo teria que ser devolvido para a CIA imediatamente, para que fosse protegido contra vazamentos.

Segundo o The Washington Post, a ação da investigação do envolvimento de Putin nas eleições americanas foi uma operação que ultrapassou a da caçada de Osama Bin Laden, em 2011.

As informações ficaram sob sigilo absoluto, até duas semanas antes da administração Obama sair. Só depois a informação foi compartilhada com os outros serviços de investigação americanos.

Durante 5 meses, Obama e o serviço de inteligência americano discutiram formas de punir a Rússia, seja com a divulgação de informações sobre o país ou até as que poderiam envergonhar Putin.

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Mas, no final, Obama decidiu punir a Rússia com medidas mais simples. Expulsão de 35 diplomatas russos e o fechamento de dois compostos russos, com sanções econômicas.

Obama também aprovou uma medida secreta, para a implantação de cyber-armas na infraestrutura da Rússia. O que, segundo o The Washington Post, trata-se de uma espécie de bomba digital que poderia ser implodida em casos de trocas crescentes entre os países. O projeto estava em fase de planejamento durante a administração Obama, e agora cabe a Trump decidir se irá usar a capacidade da arma americana.

Denis McDonough, que trabalhou como chefe de gabinete de Obama, disse que a interferência dos russos foi um "#Ataque ao coração de nosso sistema".

Até agora, Trump não tomou nenhuma providência sobre as investigações contra a Rússia no envolvimento nas eleições. E nem tão cedo cogita entrar neste assunto, disse o The Washington Post. #Barack Obama