Um bebê de três meses morreu por #afogamento, mas uma testemunha disse, no tribunal de Bristol, Inglaterra, que o menino sofreu abuso físico antes da morte. A pediatra Caroline Moore prestou depoimento no inquérito sobre a morte do bebê Ah'Kiell Walker.

A médica confirma o afogamento como a causa de morte, mas viu, no corpo do bebê, provas de muito mais do que isso. Por essas razões, os #pais do menino, Alistair Walker, de 27 anos, e Hannah Henry, de 21, estão sendo acusados ​​de homicídio culposo (sem intenção de matar), negligência infantil e de terem permitido que uma criança fosse negligenciada. Os dois negam as acusações.

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Causa de morte foi o afogamento

No tribunal, a médica pediatra Caroline Moore disse que acredita que Ah'Kiell morreu como resultado de uma lesão causada ao cérebro por falta de oxigênio, o que foi causada pela submersão na água. O bebê morreu já no hospital, depois que os paramédicos foram chamados de emergência para a casa de sua família, em Gloucester.

Caroline fez essas conclusões depois de analisar todas as provas que chegaram a ela apresentadas pelos paramédicos, médicos e policiais envolvidos no caso. "Ele provavelmente tinha pelo menos seu rosto e boca debaixo de água, pela quantidade de água nos seus pulmões. Suas pálpebras foram ampliadas, o que sugere que ele esteve na água por algum tempo", disse Caroline Moore.

A doutora Moore também disse que os níveis de sódio extremamente baixos no sangue do bebê e sua temperatura corporal muito fria eram indicativos de afogamento.

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Indícios de abusos antes do afogamento

O bebê apresentava ainda fraturas cicatrizadas em suas costelas mais baixas, possíveis lesões em seu cérebro e sangramento em sua retina. Tudo isto levou a médica a acreditar que ele sofreu abuso físico, provavelmente com agitação, antes de sua morte.

John McCarthy, patologista que trabalha para os hospitais de Gloucester, também disse ao júri que ele considerou que Ah'Kiell havia sofrido uma lesão na cabeça. Ele disse: "A presença de sangramento em torno do nervo óptico é o ponto crítico. Isso é apenas visto em causas traumáticas".

O médico disse que considerava improvável que esses danos pudessem ser causados durante as tentativas de reanimação dos paramédicos, como a defesa dos pais do menino tentava provar. McCasthy disse que ele nunca viu esse dano associado aos esforços de reanimação, admitindo, no entanto, que não sabia que tipo de reanimação havia sido administrado no bebê.

As audiência vão continuar, mas as provas parecem estar todas contra os pais do bebê, que poderiam ter sido culpados por essa morte. #Bebê