Na maioria das vezes, a calvície - perda total ou parcial dos cabelos - é tratada como um problema estético, que afeta a vaidade dos homens. Ela não representa ameaça à vida dos indivíduos. Porém, em Moçambique, país de língua portuguesa, situado no sudeste do continente africano, sujeitos carecas estão sendo assassinados em rituais místicos.

De acordo com a tradicional imprensa britânica, a polícia africana advertiu, na terça-feira (6), que dois homens calvos, de 40 anos, foram assassinados e partes de seus corpos usadas em feitiçaria. Agora, autoridades alertam para os ‘cabeças peladas’ ficarem atentos ao saírem às ruas – vejas as principais manchetes.

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Conforme declaração do porta-voz da polícia nacional, Inácio Dina, durante coletiva de imprensa em Maputo, capital do Moçambique, uma das vítimas teve a cabeça arrancada e os órgãos removidos.

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O crime aconteceu no distrito de Milange, região amplamente conhecida pela perseguição e assassinato de albinos.

"No mês passado, os assassinatos de duas pessoas carecas levaram à prisão de dois suspeitos", disse o porta-voz.

Afonso Dias, comandante da polícia na província central de Zambezia, confidenciou que os albinos também foram mortos em rituais místicos. Ainda comentou que, na semana passada, três homens carecas também foram assassinados.

Populares acreditam que os calvos são financeiramente privilegiados e portadores de poderes especiais, como os albinos. Conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), centenas de ataques contra albinos – sujeitos de pele branca em decorrência de uma condição hereditária que causa ausência de pigmentação – foram contabilizados em Moçambique, desde 2014.

Devido a esse #Bizarro pensamento, feiticeiros também incluíram os carecas nos rituais, induzindo os clientes a levarem partes dos corpos de homens calvos para as macabras cerimônias, no intuito de ajudá-los a enriquecerem e adquirirem ‘poderes’.

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"Seu motivo vem da superstição e da cultura - a comunidade local acha que os indivíduos carecas são ricos", explicou o comandante Dias.

Os assassinos, segundo informou o porta-voz da segurança regional, Miguel Caetano, à agência de notícias AFP, são dois jovens de apenas 20 anos.

Ele ainda salientou que algumas mortes foram encomendadas por clientes de países fronteiriços com o Moçambique.

“Os órgãos deviam ser usados ​​em rituais para promover a riqueza de clientes na Tanzânia e no Malawi”, destacou Caetano.

Ao que parece, perder os cabelos em algumas nações africanas, literalmente, representa uma sentença de morte. #Viral #Crime