Toda a história das '#Freiras', publicada essa semana na revista Marie Claire, começa em 2011, quando a norte-americana Christine Meeusen se vê indignada depois que uma senadora tentou impor pizza ao cardápio da merenda escolar, afirmando que trata-se de um vegetal.

Então, Christine, escandalizada com a insistência da senadora decidiu que se pizza é vegetal, ela poderia ser uma freira, mesmo estando longe de ser uma de verdade, já que era casada e mãe de 3 filhos, resolveu se engajar no movimento contra ganância do movimento pro-pizza vestida como uma freira. Desta forma, ela saiu às ruas usando as mesmas vestes das irmãs católicas, e acabou descobrindo a influência do traje religioso.

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Ela passou a virar um espécie de conselheira, pois era abordada por desconhecidos que contavam seus problemas em busca de aconselhamentos religiosos. Christine também é atuante na causa feminista. De acordo com ela, o hábito passou a ser usado como uma forma de fazer protesto e política, além de mais tarde também passar a ser uma ferramenta de marketing para seu negócio.

'Freira' explora a indústria farmacêutica da maconha

Christine Meeusen, uma das irmãs 'freiras', hoje com 58 anos tem sua história de vida e negócio ligados à experiências de quando morava em Amsterdã, na Holanda. Ao entrar na menopausa, seu médico indicou uma medicação à base de cannabis para que ela conseguisse relaxar e aliviar os efeitos colaterais da fase, e funcionou muito bem. Por lá, também os negócios que envolvem os derivados de #maconha já são bem maduros e lucrativos.

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Em 2008, após a sua separação, sem dinheiro e perspectivas profissionais no país europeu, Christine decidiu voltar para sua terra natal e morar no estado onde nasceu, Califórnia. Como nos EUA as políticas para a maconha são estaduais, Christine, caiu no lugar certo. A região da Califórnia permite a manipulação de remédios à base da cannabis. Foi quando ela decidiu juntar-se a um irmão e começar a produzir óleos e outros compostos medicinais com a erva.

Negócio lucrativo e perigoso

Como a maconha em si, para seu uso recreativo era ilegal, a venda da erva para esse fim é crime. E por ser um negócio lucrativo, o irmão da 'freira' descobriu um outro filão do mercado, ilegal no entanto, mas passou a atuar no mercado negro. Ela descobriu e para evitar ser presa e ter a ruína dos negócios, Christine desfez a sociedade com o irmão.

Logo ela percebeu que a ideia de 'freiras' e maconha, poderia dar certo e decidiu reunir outras mulheres para juntas produzirem compostos de maconha para alívio da dor de pacientes terminais de câncer, por exemplo.

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Havia além de um negócio lucrativo, também um negócio social por trás de tudo.

E as "freiras", como se intitulam, incorporaram a ideia e com um negócio 'honesto,' em 2016, a startup delas lucrou o equivalente a mais de R$ 3 milhões.

As vendas dos extratos e remédios de alívio de dor começaram em 2014, e se expandiram rapidamente, pois o principal canal de vendas era a internet. Hoje elas adotam não só as vestes de freiras, como também uma rotina religiosa. Além de cultivar a planta, elas rezam e também consomem a erva.

É importante esclarecer que as mulheres, como ficou claro na matéria da revista Marie Claire, não são freiras católicas de verdade, elas apenas utilizam-se das características e de alguns hábitos com forma de viver e trabalhar, usando assim também como uma forma de marketing para seu negócio. #maconheiras