No momento em que um homem assassinou a tiros 49 pessoas em uma casa noturna frequentada por homossexuais em #Orlando, na Flórida, no ano de 2016, Jen Vargas resolveu idealizar alguma coisa em prol do grupo. Pôs um par de asas fazendo uma alusão ao "Exército de Anjos" que resguarda o grupo #LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, e transexuais) no decorrer de funerais e tributos em Orlando.

Em junho de 2016, Omar Mateen fez uma ofensiva à casa noturna Pulse e, afirmando fidelidade ao grupo terrorista Estado Islâmico, matou 49 pessoas e ainda conseguiu ferir mais 58, antes de ser alvejado e morto pelos policiais da região.

"O ataque à casa noturna Pulse me comoveu demais.

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Foi ultrajante, fiquei indignada com a situação, me colocou numa situação muito deprimente. Não tinha a menor noção de como acudir", afirmou Vargas, no momento em que colocava as asas compostas de tubos de PVC.

O Exército de Anjos foi constituído após o drama ter ocorrido, no mesmo momento em que uma aliança conservadora preparava uma manifestação em oposição ao grupo LGBT para realizar no decorrer dos funerais das pessoas assassinadas.

Em revide, pessoas colocaram amplas asas com um tecido claro e prontificaram-se taticamente juntos um próximo do outro.

Deste modo, eles atrapalharam a visão dos protestantes da Westboro Baptist Church, um grupo de pessoas de cunho religioso — tendo como alvo de ataque, sobretudo, o grupo LGBT —, que carregava um anúncio afirmando: "Deus abomina os homossexuais".

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"No momento em que compreendi aquela situação, que os religiosos da Westboro Baptist Church tinham por objetivo se manifestar nos funerais das pessoas mortas, logo raciocinei 'acabou! Já foram longe demais'", recorda Vargas.

Daquela época para cá, ela se associou com a organização de ações para resguardar funerais e os tributos do grupo homossexual em Orlando. "Desejo colaborar com uma solução. Aparecer como uma divisória entre o bem e o mal", disse a militante, antes de ingressar com mais alguns anjos à sala principal da Administração de Veteranos de Orlando.

A partir de então, as pessoas do grupo LGBT não necessitam mais dificultar a visão dos protestantes, somente tentam passar calma para todos que ali se encontram. Lutam calados com o símbolo das asas que trazem: no momento em que acontecem pronunciamentos de respeito aos que ali estão enterrados.

Nesta segunda-feira (12), quando completa um ano do massacre mais mortífero ocorrido nos Estados Unidos desde os atentados de 2001, o Exército de Anjos irá se dispor pela boate Pulse e no Lago Eola, onde se concentrarão as homenagens. #Ataque Terrorista