Uma escrava sexual foi forçada a comer o próprio #filho, que lhe foi dado pelos fanáticos do Estado Islâmico. Alegadamente, a mulher foi sequestrada com seu filho de um ano no Iraque e teria ficado três dias sem nada para comer ou beber. Depois desse tempo de jejum forçado, reportagens afirmam que o grupo islâmico teria cozinhado a criança com arroz e dado para a moça comer. Ela é de origem #yazidi, uma minoria curda que tem sofrido as piores atrocidades nas mãos dos radicais.

O Estado Islâmico considera os yazidis como "adoradores do diabo", por não serem árabes nem muçulmanos. Por essa razão, eles são vistos como uma minoria no Iraque.

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São milhares as vítimas de massacres horrendos. Homens foram mortos e mulheres e crianças levados como escravos sexuais.

Esse caso, um dos mais horríveis, foi relatado na televisão egípcia pela jornalista Vian Dakhill. "Uma das mulheres que conseguimos recuperar do #ISIS disse que foi mantida em uma adega por três dias sem comida ou água. Depois, eles lhe trouxeram um prato de arroz e carne. Ela comeu a comida porque estava com muita fome. Quando ela terminou, eles disseram a ela que haviam preparado seu filho de um ano de idade", informou a jornalista. A revelação chocante deixou até o entrevistador em lágrimas.

Vian Dakhill está ajudando na denúncia dos crimes. Ela contou também sobre uma menina que revelou que o Estado Islâmico levou seis de suas irmãs para acampamento e que, uma das mais novas, de dez anos, foi "estuprada até à morte" na frente de seu pai e irmãs.

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Estes massacres contra essa minoria começaram em 2014. Acredita-se que existam umas três mil pessoas mantidas em cativeiro pelo Estado Islâmico. As Nações Unidas chegaram a reportar este caso, falando em genocídio, depois que, em 2015, foram encontradas uma série de sepulturas de yazidis.

As crenças da comunidade Yazidi combinam elementos de várias religiões antigas do Médio Oriente. A maioria dos yazidis vivia no norte do Iraque, uma zona que foi mais massacrada pelos extremistas, desde 2014. Alguns conseguiram fugir e até conseguiram se refugiar em países da Europa, outros foram, infelizmente, assassinados e sequestrados.