De acordo com a rede BBC, o #Estado Islâmico explodiu, nesta quarta-feira (21), a Grande Mesquita de al-Nuri, localizada em Mosul, a terceira maior cidade do Iraque. A construção, que foi iniciada no ano de 1172, serviu de palco em junho de 2014 para que Abu Bakr al-Baghdadi, líder da organização terrorista, proclamasse seu "califado" – um estado governado por um califa, ou representante de Alá na Terra.

A região de Mosul conhecida como Cidade Velha é a última parte da localidade sob o controle do Estado Islâmico, e as forças iraquianas afirmaram que tanto a Mesquita de al-Nuri quanto o minarete (torre da qual um encarregado anuncia em voz alta o momento das cinco preces diárias do Islã) do complexo religioso, famoso pela sua inclinação e conhecido como Hadba (Corcunda), foram explodidos.

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Analistas veem a destruição do templo como um ato de raiva e desafio, pois no último domingo (18), os líderes militares locais anunciaram o início do "capítulo final" do ataque aos combatentes do Estado Islâmico que ainda estão na Cidade Velha.

Entretanto, os terroristas emitiram um comunicado através da rede de notícias Amaq, controlada pelo grupo, onde afirmaram que aeronaves dos Estados Unidos foram as responsáveis pela investida que destruiu al-Nuri.

Coalizão contra o Estado Islâmico

A ofensiva que visa retomar o controle de Mosul foi iniciada no dia 17 de outubro de 2016, reunindo milhares de soldados iraquianos, combatentes de origem curda e de tribos sunitas e xiitas, que estão sendo auxiliados por aviões de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos.

O exército iraquiano acredita que atualmente existam cerca de 300 integrantes do Estado Islâmico sitiados na parte oeste Mosul, ao passo que na época do início do combate havia quase seis mil terroristas controlando a cidade.

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Organizações internacionais estão preocupadas com os civis que vivem no local. A ONU, por exemplo, declarou que os jihadistas podem estar mantendo mais de 100 mil pessoas na cidade com o intuito de usá-los como escudos humanos. Já o Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou que a quantidade de pessoas feridas por tiros e bombas aumentou justamente na área de Mosul que ainda é controlada pelo Estado Islâmico.

Em uma tentativa de minimizar o número de vítimas, no início desta semana aviões sobrevoaram a cidade e lançaram folhetos contendo orientações para que os civis evitem espaços abertos e aproveitem qualquer oportunidade de fuga que encontrarem para deixar a localidade. #Guerra #Terrorismo