Nesta sexta-feira (30), um ex-empregado do Centro Hospitalar Bronx-Lebanon, situado em Nova York, invadiu o estabelecimento de saúde carregando um rifle de assalto e disparou contra várias pessoas, matando uma médica e ferindo mais seis indivíduos, deixando cinco das vítimas em estado grave.

De acordo com a mídia internacional, o atirador foi identificado pela polícia como Henry Bello, um doutor de 45 anos de idade nascido na Nigéria, que trabalhou naquele mesmo hospital de agosto de 2014 a fevereiro de 2015, época em que pediu demissão.

Bello, que possuía uma extensa ficha de crimes (a qual incluía até mesmo abuso sexual), entrou no centro hospitalar trajando um casaco laboratorial branco, subiu até o 16º andar e abriu fogo às 14h55min (hora local, 15h55min no horário de Brasília).

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Todas as vítimas estavam entre este andar e o seguinte, onde segundo o relato de testemunhas, o atacante tentou atear fogo no próprio corpo – o que acionou o sistema contra incêndio do hospital.

O cadáver do autor dos disparos foi encontrado pela polícia no 17º andar com um ferimento de bala auto infligido. Segundo a rede BBC, a arma usada na investida era um fuzil militar modelo M16.

Polícia não está tratando o incidente como ato terrorista

Autoridades disseram à rede NBC de Nova York que Henry Bello – que frequentou a faculdade de medicina na ilha caribenha da Dominica – já havia se mudado de endereço pelo menos cinco vezes após ter deixado o seu emprego no Centro Hospitalar Bronx-Lebanon. O incidente está sendo investigado como um caso de violência em local de trabalho, uma vez que, até o momento, a polícia não encontrou indícios de que o ato tenha se tratado de um atentado terrorista.

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Bill de Blasio, prefeito de Nova York, descreveu o ataque como uma "situação horrível no meio de um lugar que as pessoas associam com cuidado e conforto", e acrescentou que as vítimas de Bello que se encontram em estado grave estão "lutando por suas vidas" (apenas um dos feridos está fora de perigo, pois foi atingido na perna).

No momento do tiroteio, pessoas que estavam no hospital divulgaram mensagens nas redes sociais, informando que médicos e enfermeiras estavam criando "barricadas" no interior do prédio em uma tentativa de evitar os disparos.

Ainda segundo a rede BBC, um homem identificado como Garry Trimble, cuja noiva trabalha no Bronx-Lebanon, afirmou que a segurança no estabelecimento não é suficientemente boa. Trimble disse que qualquer pessoa pode entrar pelos fundos do centro médico como se fosse um empregado.

#Crime #EUA #Investigação Criminal