A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner quer concorrer a uma cadeira no Senado argentino nas eleições outubro próximo. Nesta quarta-feira (14), ela apresentou seu novo partido político.

Cristina não quis se afiliar ao Peronismo, que é o movimento político que domina a Argentina. A ex-presidente, juntamente com seus aliados, apresentou o novo partido, o chamado Unidade Cidadã.

Cristina, ao polarizar a oposição, está aumentando as chances de coalizão do atual presidente argentino, Mauricio Macri. Ela espera conseguir obter um grande desempenho na eleição legislativa, que ocorrerá no mês de outubro.

Mas segundo o analista político Ricardo Rouvier, a oposição está dividida e, para ele, isso é uma boa notícia.

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O ex-ministro dos Transportes Florencio Randazzo já lançou sua candidatura. Isso quer dizer que Cristina Kirchner irá concorrer contra seu ex-ministro.

A ex-presidente, que ainda não lançou formalmente sua candidatura ao Senado argentino, tem apenas até o próximo dia 24 para se inscrever. Caso contrário, ela pode dar adeus a sua cadeira no Senado.

Fontes próximas a Cristina Kirchner disseram que ela pretende concorrer em Buenos Aires, que é nada menos que o distrito eleitoral mais importante do país. Desde sua saída da presidência, Cristina Kirchner estava sempre nas manchetes de jornais pelo mundo envolvida em suposta lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito, dentre outras acusações.

Mesmo durante o período dos escândalos, a ex-presidente estava liderando as intenções de voto. No mês de março, enquanto o governo de Mauricio Macri estava enfrentando um protesto sindical que exigia melhorias salariais, Cristina estava nos tribunais de Buenos Aires dando explicações sobre a suporta lavagem de dinheiro.

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A ex-presidente também andou alfinetando o presidente brasileiro, Michel Temer. No dia 25 passado, ela o classificou como sendo um ''farsante cafona'' e ''palhaço desastroso''.

Na mesma data, Cristina aproveitou para alfinetar o atual presidente argentino, Mauricio Macri. Ela disse que a sua candidatura ao Senado seria para fortalecer a oposição a ele no Congresso.

Que Cristina Kirchner é uma mulher bastante forte ninguém duvida, mesmo com tantos escândalos ela ainda têm o apoio do povo argentino e pretende voltar a ter voz na #Política. A ex-presidente já declarou guerra abertamente ao presidente Mauricio Macri. #Polêmica #CristinaKirchner