Quem não se emocionou com esta imagem icônica que retratou todo o sofrimento do povo de #Aleppo, na #síria?

O menino Omran Daqneesh não conheceu nada além da guerra e reapareceu com sua família essa semana durante uma série entrevistas para redes de televisão da Síria e países aliados, como o Líbano, Rússia e Irã.

Desta vez, o menino apareceu com um rosto muito saudável e cabelo bem penteado. O pai de Omran, Ruptly Daqneesh, falou com indignação sobre os grupos rebeldes e meios de comunicação internacionais que supostamente tentam usar as fotos sangrentas de seu filho como ferramentas de propaganda.

Para o canal de notícias do Kremlin, Russia Today, Ruptly desabafou: "Graças a Deus ele ficou apenas ferido.

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Depois que o exército avançou e retomou essas áreas, estamos de volta às nossas casas. A situação agora é muito boa, graças a Deus".

Daqneesh também disse à televisão estatal da Síria, Sama, que um comandante rebelde ofereceu passagem segura para a Turquia em troca de que ele denunciasse o regime sírio pelo ataque contra a sua família.

Apesar das colocações positivas quanto a situação do país, não se sabe se Daqneesh e sua família fizeram as entrevistas sob coação, já o governo sírio é conhecido por manter um forte controle sobre a veiculação de informações dentro do país.

O jornalista pró-oposição Musa Omar garante que a família estava falando contra a sua vontade. "Ele é um refém preso sob o controle do regime, forçado a dizer cada palavra nessas entrevistas", informou o jornalista sobre as declarações do pai de Omran.

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Confira as imagens feitas durante a entrevista:

Relembre o caso do menino de Aleppo

Omran Daqneesh foi destaque nos noticiários internacionais em agosto de 2016, quando foi filmado atordoado e sujo de sangue em uma ambulância. O fato aconteceu após o menino ser atingido pelos escombros da casa de sua família, bombardeada durante um ataque aéreo orquestrado provavelmente pelo governo sírio.

Na ocasião, ele foi levado para o hospital e liberado pouco depois. Os oficiais de resgate informaram na época que muitas pessoas foram mortas e outras ficaram feridas em consequência do bombardeio aéreo, incluindo mulheres e crianças. Entre os mortos o irmão Omran, Ali, de 10 anos.

As tropas do presidente Bashar al-Assad e milícias de apoio entraram pelo leste de Aleppo por terra no final de novembro de 2016. O regime sírio recuperou o controle total da cidade logo depois, em dezembro, o que foi considerado uma das mais expressivas vitórias de Bashar al-Assad na #Guerra Civil castiga o país há mais de 5 anos.