Mário Pinhal, de 45 anos, é um dos sobreviventes do #Incêndio em #portugal. Ele conseguiu fugir, um "erro" que lhe permitiu salvar os pais e a madrinha, mas que lhe custou as vidas da esposa e das filhas. São já 64 as vítimas mortais dos incêndios trágicos, um número que poderá ser ainda mais elevado, até pelo número de feridos graves que continuam internados.

Sábado passado (17) foi o dia mais trágico, quando uma trovoada seca iniciou o maior incêndio florestal já registrado em Portugal, que chora as vítimas e tenta controlar os fogos, com a ajuda de Espanha, França e Itália. O cenário é de tragédia e o governo português decretou três dias de luto nacional.

Publicidade
Publicidade

Enquanto isso, os bravos bombeiros vão lutando contra as chamas, que continuam atingido as regiões de Leiria, Coimbra e Castelo Branco, no centro do país. O incêndio teria começado por causa do clima, quando uma trovoada seca, ou seja sem chuva, teria provocado fogo em uma árvore. Depois, os ventos atípicos contribuíram para que as chamas se espalhassem e se descontrolassem por completo, em uma zona de floresta fechada.

As temperaturas altas, que rondaram os 40º, também colaboraram para a tragédia, por estar tudo muito seco, o que facilitou a propagação das chamas. Pedrógão Grande, em Leiria, é a zona mais complicada e que tem mais vítimas para lamentar. Trinta pessoas teriam morrido na estrada nacional 236, quando tentavam fugir.

Essas pessoas ficaram carbonizadas, dentro e fora dos carros, em uma estrada que já está sendo chamada como "a estrada da morte".

Publicidade

Infelizmente, a proteção civil não conseguiu encerrar essa estrada antecipadamente e pouco depois das pessoas fugirem, elas foram apanhadas por duas frentes de fogo, morrendo queimadas.

Mário Pinhal foi um dos que pensou que fugir seria a melhor opção. Quando ele viu as chamas fortes cercarem a casa, ele decidiu fugir, uma decisão que agora muito lamenta. Mário fugiu com os pais e a madrinha, em um carro, enquanto que a esposa, de 40 anos, seguiu, em outro carro, com as duas filhas do casal, de 15 e 12 anos.

"Com muito custo", Mário conseguiu se salvar com a família que levava, mas não se perdoa ter deixado a esposa e as filhas para trás. Elas foram apanhadas pelas chamas e morreram queimadas.

Em declarações para o jornal da emissora de TV SIC, Mário diz estar muito arrependido e falou apenas para pedir que ninguém faça o que ele fez. É que a sua casa não teve problema e ele acredita que se tivessem aguardado dentro de casa, estariam todos vivos agora.

Publicidade

No momento de aflição, ele temeu que as chamas e a fumaça e não podia imaginar que a estrada, que tão bem conhecia, fosse se tornar em um círculo de fogo. Como o incêndio continua sem dar tréguas, Mário pede a todos que tenham uma casa, sem muitas madeiras em redor e que tenha segurança, que aguardem no interior, e que não façam "o mesmo erro" que ele cometeu.

Assista o testemunho desolador, que pode salvar vidas:

#Pai