Menafee, um homem de 32 anos, natural de Chicago (EUA), doou parte de sua medula a Jaxson Slade, um garoto de apenas 13 meses de idade, que foi diagnosticado com leucemia mieloide aguda em 2014.

Ele disse ser doloroso o método de retirada da medula, mas que é viável e que se recuperou rapidamente, dentro de duas semanas. Sua #doação foi realizada em um hospital da Universidade de Georgetown, em Washington, e o bebê recebeu o transplante em um outro Hospital Infantil, em Toronto (Canadá). Ele sequer sabia para quem estava doando e o receptor também não tinha ideia.

Os médicos disseram que a única coisa que poderia salvar Jaxson seria um transplante de medula, mas que precisaria de um doador compatível na família, ou então teria que recorrer à ajuda de um desconhecido.

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Como não existia ninguém compatível na família de Jaxson, eles recorreram ao desconhecido, e tiveram muita sorte de encontrá-lo, pois muitas pessoas da lista de espera, mais da metade até, não encontraram um doador com compatibilidade.

Quando Menafee ficou sabendo que poderia ajudar um menino de um ano de idade precisando de sua medula no Canadá, ficou super animado. A compatibilidade espantou os médicos, pois Menafee é negro e o bebê, branco. "Os pacientes de mesma origem étnica do doador têm mais chances de encontrar uma compatibilidade", diz David Means, diretor de logística médica do DKMS.

Jaxson sobreviveu ao transplante e sua mãe, Melissa Slade, procurou saber quem era o doador através do programa responsável pela doação, DKMS. Pelas regras de doação, precisaram esperar 2 anos para receber o nome do doador, e isso, apenas se ele concordasse.

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Em 2016, ela pôde agradecer a ele pela doação, e disse que foi tão importante quanto o próprio processo de cura do filho.

Menafee viajou mais de 4 mil km para passar a Páscoa com a família do bebê que ele havia salvado. Foi recebido por estranhos no aeroporto, no entanto, ele já logo percebeu que era parte da família Slade.

"Me senti muito confortável, como se já fosse parte da família há anos", disse ele a uma entrevista à BBC.

"Foi uma conexão imediata, ele realmente se sentiu muito confortável", diz Slade.

E Jaxson também pôde conhecer o homem que salvou sua vida. Hoje ele já tem quase 5 anos e agora seu câncer está em remissão, e as chances de voltar são mínimas.

Algumas fotos de Jaxson e seu doador, Menafee:

Jaxson se divertindo na cama elástica.

Menafee sorrindo ao lado do pequeno Jaxson.

Jaxson durante o tratamento da leucemia. #2017