De acordo com as agências Reuters, Associated Press e BBC, forças iraquianas auxiliadas por uma coalizão internacional conseguiram retomar a Grande Mesquita de al-Nuri (localizada em Mosul, mais especificamente na chamada Cidade Velha), que foi destruída na semana passada pelo #Estado Islâmico. O templo era controlado pelo grupo desde 2014, época em que Abu Bakr al-Baghdadi, líder da organização terrorista, fez sua única aparição pública para declarar um "califado", ou estado governado por um representante de Alá na Terra.

Haider al-Abadi, primeiro-ministro do Iraque, declarou: "Nós estamos vendo o fim do falso estado do Daesh (acrônimo em árabe da organização terrorista).

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A libertação de Mosul prova isso".

Esta vitória é extremamente simbólica, mas mesmo com a declaração do fim do califado, batalhas ainda estão acontecendo, com feridos lotando hospitais e centenas de pessoas fugindo da localidade.

Corpos apodrecendo

Na semana passada, as forças iraquianas iniciaram uma operação para retomar as ruas e becos estreitos da Cidade Velha, que estavam nas mãos dos terroristas. O local é densamente povoado e a investida deu início a um dos combates urbanos mais difíceis contra o Estado Islâmico até então registrados.

Falando em números, acredita-se que ainda existam entre 300 e 350 terroristas controlando uma área estimada de um quilômetro quadrado de extensão, onde vivem aproximadamente 50 mil civis que estão em situação crítica – quase sem acesso a remédios, alimentos e água.

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Quando entraram na Cidade Velha, as forças iraquianas relataram ter encontrado um cenário de caos, com casas danificas ou completamente destruídas, e puderam sentir o cheiro de corpos apodrecendo debaixo dos escombros. De acordo com o major Dhia Thamir, existem centenas de mortos no local, mas o militar enfatizou que todos os cadáveres ao longo da rota feita pelas forças especiais são de combatentes do Estado Islâmico.

Por sua vez, o major-general Sami al-Aridi afirmou que, obviamente, existem alguns civis que infelizmente perderam suas vidas em função dos ataques aéreos e de artilharia na luta pela retomada da Cidade Velha. Ele declarou: "É claro que há danos colaterais, é sempre assim na #Guerra".

O Coronel Ryan Dillon, porta-voz da coalizão liderada pelos Estados Unidos, disse a repórteres em uma coletiva de imprensa realizada no Pentágono que a vitória em Mosul era "iminente", e que provavelmente ocorreria "em dias ao invés de semanas". Entretanto, ele acrescentou que a batalha na Cidade Velha continua sendo "difícil, densa e sufocante", em função dos becos estreitos da localidade contendo armadilhas, a presença dos civis em meio ao combate e os jihadistas do Estado Islâmico presentes "em todos os cantos". #Terrorismo