Um menino de quatro anos, mudo e altista, morreu de fome depois de ter ficado por mais de duas semanas ao lado do cadáver da mãe. O menino foi encontrado abraçado no corpo decomposto de sua mãe, Esther Eketi-Mulo, em seu apartamento em Londres, na Inglaterra.

A criança, Chadrack Mbala Mulo, não conseguiu pedir ajuda quando sua mãe morreu, após um ataque epiléptico. Ele acabou morrendo de desnutrição e desidratação, dias mais tarde, de acordo com as conclusões do inquérito agora finalizado. O caso aconteceu em outubro do ano passado e a justiça inglesa quer exigir mais das escolas, que não fizeram nada na ausência prolongada desse menino.

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Um inquérito foi levantado para apurar as causas de todo esse incidente trágico. De acordo com o relatório, Esther morreu no início do mês de outubro e o menino teria ficado, junto do seu corpo, até ao dia 18 de outubro, quando morreu. Eles foram encontrados no dia 20 do mesmo mês.

Os vizinhos prestaram depoimento dizendo que estavam sentindo um forte odor, mas pensavam que vinham da cozinha.

Escola tem responsabilidade?

O caso agora levantou questões sobre os procedimentos escolares quando as #crianças estão ausentes por algum tempo. Alegadamente, a #Escola do menino foi duas vezes à casa registrada no histórico escolar,eles não conseguiram entrar e também não chamaram ajuda.

No #Tribunal, Mary Hassel escreveu em seu relatório que o menino tinha várias dificuldades e "não sabia como pedir ajuda ou se alimentar adequadamente".

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Denunciando o caso, Hassell pediu um novo sistema para lidar com ausências inexplicadas da escola depois que o menino não compareceu desde 30 de setembro.

A escola alega que tem o contato telefônico de três adultos para cada criança, mas a verdade é que nesse caso, eles ligaram apenas para a mãe. Como ela não atendeu, eles desistiram de contatar mais alguém. Supostamente, eles ainda foram no prédio, onde mãe e filho viviam sozinhos, mas perante a falta de resposta, eles não chamaram a polícia, que teria forçado a entrada.

"Se uma criança inesperadamente não comparecer e nenhum adulto relevante pode ser contatado por telefone, o pessoal da escola não aguarda três a cinco dias, e deve enviar imediatamente um membro da equipe para a casa da família. Se não houver resposta na casa da família, eles imediatamente contatam a polícia, que na maioria dos casos provavelmente forçará a entrada", disse Mary Hassel, em declarações citadas pelo jornal britânico Mirror.

O protocolo é aparentemente simples e pode salvar vidas. Pelo menos, nesse caso, teria sido suficiente, uma vez que o menino poderia ter sido encontrado vivo.

Mary Hassell escreveu ao ministro que cuida deste setor, Edward Timpson, sobre os procedimentos de ausência seguidos pelas escolas. Timpson tem agora até 19 de junho para responder ao médico legista.