A Nova Zelândia é linda e cheia de belezas naturais que encanta turistas do mundo todo, porém há alguns anos luta contra um inimigo silencioso, a depressão e o suicídio de seus jovens. A média é de 15,6 mortes por #Suicídio a cada 100 mil pessoas, duas vezes maior que a taxa dos Estados Unidos e quase cinco vezes a da Grã-Bretanha. É o que revela o relatório alarmante do Fundo das Nações Unidas para a criança (Unicef). O país disparou em suicídios de jovens entre nações avançadas.

A União Europeia (UE) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que são os responsáveis por contabilizar a taxa de suicídio dos adolescentes entre 15 e 19 anos, em 41 nações, mostram-se bastante preocupadas, mas não se surpreendem, pois essa não é a primeira vez que o país lidera o ranking.

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Já no Brasil esse mesmo índice da faixa etária de jovens que cometem o suicídio cai espantosamente para 5,6 para cada 100 mil pessoas.

De acordo com a Unicef, os motivos são diversos e variados e devem ser estudados separadamente, porém é certo que a maioria dos suicídios pode estar ligada a fatores como pobreza extrema na infância, gravidez na adolescência e pais desempregados, além de alta taxa de bullying nas escolas. Outra preocupação é a alta taxa de mortalidade entre homens jovens maori (povo indígena da Nova Zelândia e ilhas do pacífico). Muitos desses neozelandeses vivem em regiões remotas do país.

A cultura do rugby

Porém, os problemas podem ser ainda maiores. Se em outros países a luta para desmistificar o estigma de que depressão e fraqueza caminham juntos, na Nova Zelândia isso parece ser mais difícil.

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No país, os homens acham que devem ser durões e desde cedo os meninos são condicionados a isso. Os homens bebem cerveja e são durões, assim eram os típicos torcedores do All Black (seleção neozelandesa de rugby).

Segundo Briana Hill, porta-voz da Youthline, serviço telefônica disponível para dar ajuda a jovens em risco de suicídio, o país tem uma rigidez maior que os outros em sua psique, achando que pode resolver tudo sozinho. Há a questão do aumento da demanda do serviço, com a procura crescendo 70% nos últimos dez anos, e os casos de suicídio, que nos últimos quatro nos subiu 30%. Briana diz que são tantas chamadas ao longo do dia que simplesmente não dá conta de atender.

Para especialistas, há necessidade de investir mais recursos nesse tipo de serviço, além da conscientização das pessoas e dar prioridade ao problema. O país está dando um grande passo ajudando seus jovens a lidarem com a depressão, o estresse e problemas emocionais. #Jovem #NovaZelandia