Foi durante um programa de notícias da emissora de TV SIC que um #sobrevivente, Carlos Gama, revelou o seu sofrimento quando atravessou a rodovia que, mais tarde, ficaria conhecida como a ‘’estrada da morte’’. Nesse caminho ficaram carbonizadas 47 das 64 vítimas fatais que um #Incêndio florestal fez em #portugal.

Gama, um vendedor de 31 anos, conseguiu se salvar a ele e sua família, mas relembrou como isso foi difícil e quase um milagre. Em sua cabeça, continuam bem vivas as imagens do último sábado (17), quando viu muita gente ficando para trás, com os carros se incendiando imediatamente.

Em um momento em que o governo português se pergunta por que não foi fechada essa estrada, a nacional 236, em Pedrógão Grande, Carlos Gama não consegue encontrar culpados para essa tragédia.

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No meio desse caminho, ele viu um cenário de terror que agora descreveu com emoção. De voz embargada, com o choro preso na garganta, o vendedor contou como conseguiu sobreviver nessa estrada, que fez tantas vítimas.

Quando as chamas começaram ameaçando as casas, em Pedrógão Grande, várias pessoas tentaram fugir. Com alguns caminhos fechados pela polícia, as pessoas fugiram pela estrada 236. O problema foi quando o fogo se descontrolou pelos dois lados da rodovia, pela força do vento, mas também pela vegetação alta nos dois lados.

Enquanto algumas pessoas criticam a polícia por não ter fechada essa estrada, Carlos Gama diz que o único problema foi a altura das árvores próximas da estrada. Do nada, essas pessoas se viram no meio do fogo, uma vez que as chamas atravessavam a estrada.

Com a escuridão provocada pela fumaça e a dimensão incontrolável das chamas, algumas pessoas teriam perdido o controle dos carros, sofreram acidente e quase todas tiveram o mesmo fim.

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Elas morreram queimadas vivas, algumas dentro de seus carros e outras fora, quando tentavam correr dali para fora. Gama e sua família foram dos poucos sobreviventes, mas não escaparam sem uma história de terror para contar.

O homem revelou como conseguiu ultrapassar alguns carros e de como foi salvo por um carro, que parou para deixa-lo passar. Quando estava perto da saída e o calor já era muito, eles encontraram uma árvore atravessada no meio da estrada.

Com o desespero, o motorista que ia a sua frente, perdeu e tentou fazer manobras para seguir viagem. "Há uma imagem que eu jamais vou esquecer por nada desse mundo. Quando ele viu o meu carro, ele travou para me deixar passar", contou Carlos Gama, em declarações na SIC. Ninguém desse carro sobreviveria, mas foram eles que permitiram que o vendedor se salvasse.

Aos 31 anos, Carlos Gama contou que viveu mais de 20 anos em Pedrógão Grande e que nunca viu um vento forte como o desse trágico dia e, para ele, nada se poderia fazer contra essa força da natureza.

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Apesar de esse homem estar ainda muito emocionado e não falar em culpados, a verdade é que a lei portuguesa proíbe a existência de árvores a menos de 10 metros da estrada, o que nesse caso não aconteceu, porque as árvores estavam coladas na rodovia, dos dois lados.